A PSP recuperou uma espingarda automática G3, de uso militar, que tinha sido furtada do Museu do Combatente, em Lisboa, no passado dia 9 de janeiro. A polícia identificou o alegado autor do crime, um militar do Exército Português de 23 anos, sem antecedentes criminais, que foi constituído arguido.
A arma foi recuperada na passada sexta-feira, numa residência no Seixal, no âmbito de uma investigação conduzida pela Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
Segundo a polícia, a identificação do suspeito foi possível através da análise de imagens de videovigilância e da correlação de símbolos ostentados pelo indivíduo, o que permitiu localizá-lo e apreender a arma no interior da sua habitação.
Arma estava desativada e fazia parte de exposição
A espingarda — uma Gewehr 3 (G3) — encontrava-se desativada e integrava o espólio em exposição no museu, gerido pela Liga dos Combatentes. A arma estava exposta sem qualquer restrição de acesso ao público.
O museu dispõe apenas de sistema de videovigilância na entrada, cujas imagens foram preservadas para efeitos de investigação.
Suspeitas levantadas antes do furto
De acordo com informações avançadas pela TVI e CNN Portugal, o porteiro civil do museu terá indicado que, no dia anterior ao furto, o espaço foi visitado por dois indivíduos considerados suspeitos, sendo que um deles se identificou como militar e transportava uma mochila de ginásio.
Processo segue em investigação
O suspeito foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.
A PSP esclarece que a arma apreendida se encontra sob sua guarda para inspeção judiciária, devendo ser posteriormente devolvida ao Museu do Combatente.
O caso continua sob investigação para apuramento das circunstâncias do furto e eventual responsabilidade criminal.