terça-feira, 10 fev. 2026

PSP identifica 56 alojamentos ilegais ocupados por cerca de 900 estrangeiros na Área Metropolitana do Porto em 2025

Das detenções efetuadas, 53 deveram-se a permanência irregular em território nacional, enquanto as restantes 10 resultaram de outros ilícitos, nomeadamente falsificação de documentos, posse de arma proibida e crimes contra a propriedade
PSP identifica 56 alojamentos ilegais ocupados por cerca de 900 estrangeiros na Área Metropolitana do Porto em 2025

A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou, ao longo de 2025, 56 alojamentos ilegais nos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP), ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros,.

Em comunicado com o balanço das ações de fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional realizadas no ano passada, a PSP indica que nos alojamentos identificados foram detetadas diversas irregularidades, incluindo situações de sobrelotação, ausência de condições mínimas de higiene e segurança, presença de pragas e inexistência de contratos de arrendamento.

No mesmo período, a PSP realizou 517 operações policiais na AMP, que resultaram na fiscalização de 5.394 cidadãos estrangeiros, na detenção de 63 pessoas e no registo de 167 contraordenações.

Das detenções efetuadas, 53 deveram-se a permanência irregular em território nacional, enquanto as restantes 10 resultaram de outros ilícitos, nomeadamente falsificação de documentos, posse de arma proibida e crimes contra a propriedade.

As ações levaram ainda à emissão de 106 notificações para abandono voluntário do território nacional e à identificação de 233 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS).

Foram igualmente levantados 167 autos de notícia por contraordenação ao abrigo da Lei dos Estrangeiros.

As operações foram conduzidas pelo Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) do Porto, sob coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).

No comunicado, a PSP sublinha que tem vindo a reforçar a sua atuação na prevenção e repressão da imigração ilegal e do tráfico de seres humanos, bem como na deteção de situações de vulnerabilidade social, frequentemente associadas a condições habitacionais precárias e dificuldades de acesso a um mercado de trabalho regulado.