Relacionados
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve quatro alegados carteiristas durante o Rock in Rio Lisboa 2026, recuperando 32 telemóveis furtados, avaliados em cerca de 30.955 euros. Os suspeitos, três homens com idades entre os 20 e os 23 anos e uma mulher de 39 anos, ficaram em prisão preventiva.
Segundo revelou esta quarta-feira o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, as detenções ocorreram nos dias 28 e 29 de junho, no âmbito de uma operação conduzida pela Força de Combate ao Crime de Carteiristas (F3C), unidade especializada na investigação deste tipo de criminalidade.
Grupo viajou para Lisboa com plano preparado
De acordo com a PSP, os quatro suspeitos deslocaram-se propositadamente a Lisboa para atuar durante o festival, chegando à cidade poucas horas antes do início do evento.
O grupo viajava numa viatura alugada com matrícula estrangeira e já tinha adquirido previamente os bilhetes de acesso ao recinto.
Uma vez no interior do festival, os suspeitos misturaram-se entre os milhares de espectadores, simulando serem apenas mais quatro fãs de música.
No entanto, segundo a investigação, cada elemento desempenhava uma função específica na concretização dos furtos.
Enquanto um distraía a vítima, outro retirava discretamente o telemóvel. Um terceiro recebia imediatamente o equipamento furtado para o esconder e o quarto concentrava todos os objetos subtraídos, assegurando também a condução da viatura utilizada pelo grupo.
Telemóveis eram escondidos em mochila Faraday
A PSP refere que o grupo atuava de forma coordenada e com elevado grau de organização, conseguindo retirar os telemóveis sem que as vítimas se apercebessem.
Depois dos furtos, os equipamentos eram colocados em modo de voo, tinham os cartões SIM removidos e eram envolvidos em papel de alumínio, sendo posteriormente guardados numa mochila do tipo Faraday e num saco com a mesma tecnologia.
Este método tinha como objetivo impedir a geolocalização dos telemóveis e dificultar a sua recuperação.
Detidos em flagrante delito
A operação policial permitiu identificar inicialmente três dos quatro suspeitos no interior do recinto.
Após um período de vigilância discreta, dois deles foram detidos em flagrante delito logo depois de furtarem um telemóvel a uma festivaleira, que transportava o equipamento numa capa com fita ao pescoço sem se aperceber do furto.
Durante a intervenção policial, um terceiro suspeito conseguiu fugir, mas foi localizado e detido horas mais tarde no centro de Lisboa, no interior da viatura utilizada pelo grupo, onde se encontrava na companhia da quarta suspeita.
Segundo o Correio da Manhã, os quatro suspeitos são de nacionalidade colombiana.
PSP recuperou todos os telemóveis furtados
Na sequência da operação, a polícia apreendeu:
32 telemóveis furtados;
Uma mochila do tipo Faraday;
Um saco Faraday;
Dois rolos de papel de alumínio.
Segundo a PSP, os equipamentos recuperados têm um valor comercial estimado de 30.954,64 euros, montante muito superior ao investimento realizado pelo grupo na deslocação a Lisboa, incluindo aluguer da viatura, combustível, alojamento e bilhetes para o festival.
Até ao momento, a PSP conseguiu identificar 31 das 32 vítimas e devolver-lhes os respetivos telemóveis.
Falta apenas localizar o proprietário de um smartphone branco, pelo que a polícia apela a eventuais vítimas para que contactem as autoridades a fim de proceder à sua identificação e restituição.
Unidade especializada é referência europeia
Criada em 2018, a Força de Combate ao Crime de Carteiristas (F3C) dedica-se exclusivamente ao combate aos furtos por carteirista e à criminalidade itinerante.
Segundo a PSP, esta unidade tem vindo a ser reconhecida por várias forças policiais europeias, sendo frequentemente convidada a colaborar em operações de segurança durante grandes eventos internacionais.
Os quatro detidos foram presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva