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A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve em Lisboa um cidadão português de 56 anos que era alvo de um mandado de detenção internacional emitido pelas autoridades dos Estados Unidos da América por alegados crimes de fraude, conspiração e exportação ilegal de tecnologia.
Segundo informou a PSP esta segunda-feira, a detenção ocorreu na manhã de domingo, na cidade de Lisboa, no âmbito da cooperação policial internacional.
De acordo com as autoridades norte-americanas, o suspeito estará envolvido num esquema de exportação ilegal de produtos e tecnologia para a China e para o Irão, alegadamente praticado entre 2014 e 2016.
A nota divulgada pela PSP refere que o homem é acusado dos crimes de fraude e conspiração, relacionados com a exportação de bens e tecnologia sujeitos a restrições internacionais.
Caso venha a ser condenado pela justiça norte-americana, poderá enfrentar uma pena de prisão efetiva até 20 anos.
As autoridades portuguesas não divulgaram mais detalhes sobre a natureza dos produtos exportados nem sobre as circunstâncias concretas da investigação conduzida pelos EUA.
Suspeito será ouvido no Tribunal da Relação de Lisboa
Após a detenção, o cidadão português ficou nas salas de retenção provisória do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
O suspeito deverá agora ser presente ao Tribunal da Relação de Lisboa, que apreciará as medidas de coação a aplicar no âmbito do eventual processo de extradição para os Estados Unidos.
Será nesta fase que a justiça portuguesa analisará o pedido apresentado pelas autoridades norte-americanas e os pressupostos legais para uma eventual entrega do arguido.
Na informação divulgada, a PSP sublinha o papel da cooperação policial internacional no combate à criminalidade transnacional.
“Através de todo o seu dispositivo, a PSP mantém uma cooperação estreita com as autoridades internacionais no combate à criminalidade transnacional, reforçando o seu papel na deteção e interceção de suspeitos procurados pela justiça”, refere a força de segurança.
O caso segue agora os trâmites judiciais previstos para processos de extradição, cabendo aos tribunais portugueses decidir sobre o pedido formulado pelos Estados Unidos.