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O comandante nacional da Proteção Civil apelou esta sexta-feira às populações para que adotem comportamentos seguros, face à chegada da depressão Marta, que deverá provocar chuva intensa e vento forte, com rajadas que podem atingir os 100 quilómetros por hora.
Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Oeiras, Mário Silvestre afirmou que, ao longo do dia de hoje, as previsões meteorológicas deverão manter-se, apesar de se verificar “algum desagravamento do ponto de vista da precipitação”.
No entanto, alertou para o agravamento esperado a partir da noite de sexta-feira para sábado, com a chegada da nova depressão. “Estaremos perante um fenómeno meteorológico com previsões de bastante chuva e, inclusivamente, de bastante vento, com rajadas que podem chegar aos 100 km/h”, disse.
Tendo em conta o atual quadro meteorológico e os estragos ainda recentes provocados pela depressão Kristin, o responsável, citado pela agência Lusa, sublinhou que os riscos são acrescidos, nomeadamente devido à possibilidade de queda de árvores e de infraestruturas fragilizadas.
“O cuidado é ainda maior”, frisou, apelando à população para que evite comportamentos de risco.
“Exorto toda a população a manter um comportamento seguro e com muito cuidado, para que não tenhamos problemas e mais vítimas a registar”, acrescentou.
Desde a semana passada, 13 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram centenas de feridos e desalojados.
Entre as principais consequências do mau tempo contam-se a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas, encerramento de escolas e serviços de transporte, bem como falhas no fornecimento de energia, água e comunicações.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo sido posteriormente alargada até 8 de fevereiro e agora novamente prolongada até ao dia 15.