segunda-feira, 09 mar. 2026

Proteção Civil alerta para novo agravamento do estado do tempo: Saiba o que esperar nas próximas horas

Chuva forte, vento intenso e agitação marítima vão marcar os próximos dias, sobretudo no Norte e Centro. Risco de cheias mantém-se elevado em várias bacias hidrográficas

A Proteção Civil lançou esta segunda-feira um alerta à população para um agravamento significativo das condições meteorológicas em Portugal continental nas próximas horas e dias. De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o mau tempo deverá fazer-se sentir com maior intensidade nas regiões Norte e Centro, com impacto direto na circulação rodoviária, nos cursos de água e na orla costeira.

Estão previstos períodos de chuva por vezes forte e persistente, acompanhados de vento intenso, com rajadas que podem atingir os 90 km/h nas terras altas, e de agitação marítima forte ao longo da costa ocidental.

Vento forte e ondas até seis metros

Segundo a Proteção Civil, o vento soprará com especial intensidade nas zonas mais elevadas do Norte e Centro do país, aumentando o risco de queda de árvores, desprendimento de estruturas e dificuldades na circulação.

No litoral, a previsão aponta para ondas de noroeste até seis metros, podendo a altura máxima chegar aos 11 metros, o que justifica cuidados redobrados junto ao mar e a eventual interdição de actividades marítimas e costeiras.

Risco de cheias mantém-se elevado

A Proteção Civil recorda que a precipitação intensa registada nos últimos dias provocou já uma subida significativa dos caudais dos rios, situação que deverá manter-se nos próximos dias. A continuação da chuva aumenta, por isso, o risco de inundações e cheias, um cenário agravado pelas descargas das barragens espanholas.

De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), prevê-se uma situação hidrológica potencialmente perigosa em várias bacias e municípios, exigindo atenção redobrada por parte das populações e das autoridades locais.

Municípios sob maior vigilância

As zonas mais vulneráveis identificadas pela APA incluem:

  • Bacia do Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure;

  • Bacia do Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha;

  • Bacia do Sorraia: Coruche e Benavente;

  • Bacia do Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola, Alvito, Ourique e Ferreira do Alentejo.

Recomendações à população

A Proteção Civil apela à adopção de comportamentos preventivos, nomeadamente a desobstrução de sistemas de escoamento, a fixação de objectos soltos, a evitação de zonas ribeirinhas e a atenção às informações oficiais, sublinhando que a evolução da situação será acompanhada de forma permanente.

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