quarta-feira, 15 jul. 2026

Procissão do Corpo de Deus não passa no Martim Moniz

Trajeto do cortejo deixou de passar na praça de entrada pela o Castelo. Patriarcado justifica desvio para incluir outras zonas da Baixa, incluindo a ‘maçónica’ Praça do Município.
Procissão do Corpo de Deus não passa no Martim Moniz

Para espanto de muitos, este ano, a procissão do Corpo de Deus, em Lisboa, não passou pelo Martim Moniz, como era tradição. O Patriarcado explicou que, em relação aos últimos anos, as principais mudanças da tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de Lisboa «concentram-se na zona de passagem pela Baixa, com um percurso alargado que introduz este ano uma passagem mais abrangente pela zona ribeirinha, incluindo a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio (Terreiro do Paço)». Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio entraram pela primeira vez neste percurso.

Segundo o responsável das celebrações do Corpo de Deus na Cidade de Lisboa, cónego Bruno Machado, «a Procissão, por algumas ruas da Baixa da Cidade, é sempre um dos momentos altos, de importante oração e expressão da fé católica». E acrescentou que «a procissão do Corpus Christi é a mais importante da nossa Cidade e o seu cortejo percorre várias ruas da Baixa de Lisboa, congregando numerosa participação de fiéis, constituindo uma expressão inequívoca de fé cristã de elevada dignidade e sólido testemunho evangelizador, pelo ambiente orante e pelo silêncio respeitoso e frutuosa participação de quantos nela participam», escreveu o sacerdote.

Curiosamente, a Praça do Município, que passou a constar do itinerário, em vez do Martim Moniz, é um local de referência maçónico e do republicanismo laico.