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O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu esta quinta-feira todos os arguidos do processo “Saco Azul”, incluindo o ex-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira.
Além do antigo líder encarnado, foram igualmente absolvidos o ex-diretor executivo Domingos Soares de Oliveira, o ex-diretor financeiro Miguel Moreira, o empresário José Bernardes, bem como José Raposo e Paulo Silva. Também as sociedades Benfica SAD e Benfica Estádio foram ilibadas.
Durante a leitura do acórdão, o juiz sublinhou as dúvidas existentes quanto à acusação do Ministério Público, referindo que, sem uma perícia técnica forense detalhada, seria impossível determinar responsabilidades, passados cerca de 10 anos sobre os factos.
“Somente com uma perícia técnica forense é que conseguimos saber quem fez o quê (...). E agora era impossível, nesta fase de julgamento, fazer isso”, afirmou o magistrado, citado pela agência Lusa.
O tribunal considerou não ser possível, com base na prova apresentada, chegar a conclusões seguras sobre alegados contratos fictícios entre a empresa Questãoflexível e as estruturas do Benfica. Em causa estavam suspeitas de um esquema, entre 2015 e 2018, que teria permitido desviar mais de 1,8 milhões de euros do clube, através de contratos de consultoria informática, valores que alegadamente regressariam depois em numerário.
Segundo o juiz, persistem dúvidas sobre o papel desempenhado por José Bernardes, admitindo que existem argumentos tanto a favor como contra a tese de que os trabalhos tenham sido efetivamente realizados.
À saída do tribunal, Luís Filipe Vieira afirmou sempre ter confiado na justiça. “Sempre disse que a justiça funciona (...). Deixem-nos investigar e a resposta vai ser dada”, declarou aos jornalistas.
Perante a análise de toda a prova produzida em julgamento, o coletivo de juízes concluiu que não foi possível ultrapassar as dúvidas quanto aos factos, optando pela absolvição de todos os arguidos.