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Sete agentes da Polícia de Segurança Pública ficaram em prisão preventiva por suspeitas de crimes graves cometidos na esquadra do Rato, em Lisboa, confirmou a investigação judicial em curso.
Os agentes são suspeitos de crimes de tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física agravada. As alegadas práticas terão sido cometidas contra pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo imigrantes e pessoas sem-abrigo, que terão sido alvo de humilhações e violência física.
Segundo as autoridades, alguns dos atos terão sido registados em vídeo e partilhados através da aplicação WhatsApp, num grupo que incluía dezenas de agentes. As imagens estão a ser analisadas como prova no processo.
Os sete polícias foram detidos na passada quarta-feira, no âmbito de uma investigação que decorre desde o ano passado. Em julho do ano anterior, outros dois agentes já tinham sido detidos e colocados em prisão preventiva por suspeitas relacionadas com os mesmos crimes.
A investigação prossegue sob a coordenação do Ministério Público.