quinta-feira, 16 abr. 2026

Prisão preventiva para sete polícias acusados de tortura e abusos na esquadra do Rato em Lisboa

Agentes são suspeitos de crimes de tortura, violação e abuso de poder contra pessoas em situação vulnerável. Caso está a ser investigado há vários meses e envolve partilha de vídeos dos alegados atos.
Prisão preventiva para sete polícias acusados de tortura e abusos na esquadra do Rato em Lisboa

Sete agentes da Polícia de Segurança Pública ficaram em prisão preventiva por suspeitas de crimes graves cometidos na esquadra do Rato, em Lisboa, confirmou a investigação judicial em curso.

Os agentes são suspeitos de crimes de tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física agravada. As alegadas práticas terão sido cometidas contra pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo imigrantes e pessoas sem-abrigo, que terão sido alvo de humilhações e violência física.

Segundo as autoridades, alguns dos atos terão sido registados em vídeo e partilhados através da aplicação WhatsApp, num grupo que incluía dezenas de agentes. As imagens estão a ser analisadas como prova no processo.

Os sete polícias foram detidos na passada quarta-feira, no âmbito de uma investigação que decorre desde o ano passado. Em julho do ano anterior, outros dois agentes já tinham sido detidos e colocados em prisão preventiva por suspeitas relacionadas com os mesmos crimes.

A investigação prossegue sob a coordenação do Ministério Público.