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A Polícia Judiciária deteve o presumível autor de crimes de violação agravada e violação de domicílio, ocorridos no final de fevereiro e no mês em curso, na Maia e em Gondomar, que vitimaram duas mulheres, sendo uma menor de idade.
Segundo a PJ, a investigação teve início “após informação de que uma menor teria sido violada por um homem, quando se deslocava de casa para o ATL, tendo o crime ocorrido na via pública, em local pouco frequentado”.
Durante as diligências, a PJ apurou que o suspeito seguia as vítimas para consumar os crimes, levando os investigadores a acreditar que não se trataria de um caso isolado, mas de “um predador sexual”, com alvos definidos e modus operandi consistente. Nos últimos dias, o homem vigiava uma residência em Gondomar onde viviam mulheres jovens, possíveis alvos.
Ao início da manhã de ontem, na sequência de vigilâncias, o suspeito foi detetado “a preparar-se para escalar a referida residência, para nela entrar”, momento em que foi abordado pelos inspetores.
Segundo a PJ, “o detido acedia, pela madrugada, aos seus quartos, através do escalamento das fachadas dos imóveis, entrando pelas janelas ou varandas que se encontravam abertas ou de fácil abertura. Após ter o domínio da situação, denotando muita calma e à vontade, coagia as vítimas a práticas sexuais abusivas.”
Estas situações vinham ocorrendo, pelo menos, desde janeiro, numa área muito delimitada da cidade do Porto, provocando “grande alarme social e pânico nas vítimas e nos residentes dos prédios em causa, levando algumas delas a abandonar os imóveis que tinham arrendados”.
O detido, de 43 anos, operário da construção civil e com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime e outros crimes violentos, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.