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Os dois cidadãos portugueses detidos por Israel depois de integrarem a missão humanitária “Sumud Global Flotilla”, com destino à Faixa de Gaza, deverão regressar esta quinta-feira a Portugal. A informação foi avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que confirmou que a deportação está prevista para acontecer via Turquia.
“Está previsto que os dois cidadãos nacionais que foram detidos em Israel sejam deportados hoje para Portugal, via Turquia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já informou as respetivas famílias”, revelou fonte oficial do MNE à agência Lusa.
Os portugueses Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, ambos médicos, seguiam a bordo de uma embarcação integrada numa flotilha internacional que pretendia chegar à Faixa de Gaza quando o navio foi intercetado pelas forças israelitas na segunda-feira, em águas internacionais.
A detenção dos ativistas gerou forte polémica internacional, sobretudo depois da divulgação de imagens partilhadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, onde são visíveis momentos considerados humilhantes envolvendo os membros da flotilha detidos.
Montenegro defende suspensão parcial de acordo com Israel
A reação política em Portugal subiu de tom na quarta-feira. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel, numa resposta direta às imagens divulgadas pelas autoridades israelitas.
Também a União Europeia criticou de forma contundente o tratamento dado aos ativistas. Bruxelas classificou como “completamente inaceitável” a forma como os detidos foram expostos publicamente no vídeo divulgado pelas autoridades israelitas.
O caso surge numa altura de crescente pressão internacional sobre Israel devido à situação humanitária na Faixa de Gaza e ao bloqueio imposto ao território palestiniano.