A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde (Insa) lançaram esta quinta-feira um relatório preliminar que indica um excesso de mortalidade de 22% em Portugal Continental. No entanto, alertam que este padrão é proporcional à fase epidémica da gripe sazonal que o país atravessa.
O número de mortes é mais elevado nos grupos etários mais velhos, principalmente em idosos com mais de 85 anos, mais vulneráveis aos efeitos da gripe, bem como das temperaturas excecionalmente baixas.
O relatório indica “um aumento proporcional da mortalidade por doenças do aparelho respiratório, que passou de 9,7% no início da época gripal (na semana de 29 de setembro a 5 de outubro de 2025) para 17% no período mais recente (semana de 22 a 28 de dezembro)”, segundo dados citados pelo Correio da Manhã.
As regiões Alentejo e Algarve apresentam números superiores, principalmente devido à maior hesitação vacinal e fatores demográficos e de privação socioeconómica próprios destas regiões.
As autoridades de saúde sublinham ainda que o período em que se registou excesso de mortalidade coincidiu com o aumento da atividade gripal que atingiu o seu pico em novembro.