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Portugal surge em destaque num novo relatório da Europol sobre o tráfico marítimo de cocaína na Europa. O documento, intitulado “Diversificação nos modus operandi das redes de tráfico marítimo de cocaína”, sublinha as três apreensões de narcossubmarinos realizadas em dez meses ao largo dos Açores, resultado de operações conjuntas das autoridades nacionais.
Segundo a agência europeia, o continente enfrenta um “crescimento sem precedentes” do tráfico de cocaína, acompanhado por uma adaptação constante das organizações criminosas. A utilização de embarcações semissubmersíveis, conhecidas como narcossubmarinos, integra uma estratégia para contornar a vigilância nos grandes portos europeus, como Hamburgo ou Antuérpia, onde as apreensões têm vindo a diminuir.
As operações portuguesas envolveram a Polícia Judiciária, a Marinha Portuguesa e a Força Aérea Portuguesa. O relatório destaca que estas embarcações são intercetadas em alto-mar, sendo depois habitual a tentativa de transferência da droga para lanchas rápidas com elevada autonomia e capacidade de combustível, numa manobra destinada a dificultar a deteção.
A Europol identifica ainda Portugal como uma das principais portas de entrada da cocaína no espaço europeu, sublinhando a crescente diversificação de rotas e métodos de ocultação. O Atlântico, e em particular a zona dos Açores, assume assim um papel estratégico na nova geografia do narcotráfico internacional.