terça-feira, 21 jul. 2026

Portugal envia 12 toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela e faz regressar equipa de emergência

Dois aviões da Força Aérea partem esta terça-feira para Caracas com bens essenciais, ferramentas, ambulâncias e donativos da Cruz Vermelha. No regresso, transportam os operacionais portugueses mobilizados após os sismos de junho.
Portugal envia 12 toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela e faz regressar equipa de emergência

Portugal envia esta terça-feira uma nova missão de apoio à Venezuela, transportando dezenas de toneladas de ajuda humanitária destinada às populações afetadas pelos sismos de 24 de junho. A operação assinala também o regresso ao país da equipa portuguesa que participou nas ações de busca, salvamento e primeiros socorros.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dois aviões da Força Aérea Portuguesa descolam de Lisboa ao início da tarde com 12 toneladas de material de higiene, abrigo, conforto e saneamento.

A carga inclui ainda 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros, disponibilizados pela Marinha Portuguesa.

Ambulâncias e donativos seguem para Caracas

A missão transporta igualmente donativos da Cruz Vermelha, "incluindo 2 ambulâncias totalmente equipadas, que funcionam como unidades móveis de saúde".

O envio da ajuda é realizado no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e a chegada a Caracas está prevista para quarta-feira.

Operacionais portugueses regressam

Os mesmos aviões serão utilizados para transportar de regresso a Portugal os elementos da Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON), destacados para a Venezuela nos dias que se seguiram aos sismos para apoiar as operações de busca, salvamento e primeiros socorros.

"A resposta à emergência na Venezuela entra agora numa nova fase, de intervenção humanitária", refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais de 3.500 mortos

De acordo com o mais recente balanço oficial das autoridades venezuelanas, os sismos provocaram pelo menos 3.535 mortos e 16.740 feridos.

Entre as vítimas mortais encontram-se pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes, enquanto outras 60 pessoas permanecem desaparecidas ou incontactáveis.