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Portugal continua a arder na zona de da Serra do Caramulo, com várias frentes ativas ao início da tarde deste sábado.
A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, afirmou por volta das 12h15 à agência Lusa que “os meios de combate a incêndios estão posicionados para tentar controlar as frentes, que são várias”. A autarca frisa que o incêndio ainda não está controlado, estando isso dependente do vento.
Carla Antunes Borges informa ainda que as chamas estão a evoluir “na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo”.
“Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento”, informa ainda.
Mais cedo esta manhã, o presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, destaca a imprevisibilidade da evolução do incêndio, apesar da estabilidade durante a noite. Carlos Oliveira apela ainda a mais meios de combate no terreno, admitindo a possibilidade de origem criminosa por o fogo ter começado de madrugada.
Neste momento, mais de 1.200 operacionais combatem dois incêndios ativos em Vouzela e Mangualde, apoiados por 410 veículos e 14 meios aéreos.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) destaca estes dois incêndios rurais como os mais perigosos ativos:
Em Vouzela, as chamas começaram na madrugada de quinta-feira, na localidade de Tourelhe. É o que tem mais operacionais em combate.
Em Mangualde, há um outro incêndio ativo, que teve início este sábado, pelas 10h00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu.