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As autoridades portuguesas apreenderam cerca de 41 toneladas de cocaína entre janeiro de 2025 e maio de 2026, uma quantidade suficiente para produzir pelo menos 410 milhões de doses individuais, anunciou esta sexta-feira a Polícia Judiciária (PJ).
Os dados, que incluem operações realizadas por todas as forças e serviços de segurança, foram apresentados pelo diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), Artur Vaz, durante o lançamento de uma campanha do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), em Lisboa, assinalando o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.
Segundo a PJ, caso a droga tivesse chegado ao mercado europeu, teria gerado receitas ilícitas de cerca de 1,6 mil milhões de euros para as organizações criminosas.
Do total apreendido, 25 toneladas foram intercetadas ao longo de 2025, enquanto as restantes 16 toneladas foram apreendidas entre 1 de janeiro e 31 de maio de 2026.
No mesmo período de 17 meses, foram ainda detidas 6.269 pessoas por suspeitas de tráfico de droga e levados a julgamento um elevado número de presumíveis traficantes.
"Estamos a trabalhar em prol de outros países da União Europeia. São resultados que muito nos orgulham", afirmou Artur Vaz, citado pela agência Lusa.
O responsável deixou ainda um aviso às redes criminosas.
"Quem se dedica ao tráfico de droga escolheu um caminho errado e, mais cedo ou mais tarde, vai ser detido, porque ninguém consegue esconder por muito tempo as suas atividades ilícitas", declarou.
Campanha de prevenção dirigida aos jovens
Os dados foram divulgados durante o lançamento de uma campanha nacional do ICAD destinada a sensibilizar os jovens para a adoção de estilos de vida saudáveis e para a prevenção dos consumos de drogas e de outros comportamentos de risco.
Na cerimónia participaram também a presidente do ICAD, Joana Teixeira, e a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Após a apresentação da campanha, foram incineradas cerca de 6,5 toneladas de estupefacientes, maioritariamente cocaína, nas instalações de uma empresa especializada no tratamento de resíduos.
Segundo fonte da Polícia Judiciária, esta operação realiza-se todos os meses e envolve, em média, a destruição de cerca de 6,5 toneladas de droga apreendida em processos judiciais já concluídos.