PJ participa em megaoperação internacional: quase 13 mil imigrantes irregulares detetados e 1800 vítimas de tráfico sinalizadas

A operação global, coordenada pela Interpol e com participação da Polícia Judiciária, envolveu 119 países e levou à detenção de milhares de suspeitos. Em Portugal, foram fiscalizadas 50 moradas e identificadas 120 pessoas.
PJ participa em megaoperação internacional: quase 13 mil imigrantes irregulares detetados e 1800 vítimas de tráfico sinalizadas

A Polícia Judiciária (PJ) participou numa operação internacional de grande escala contra o tráfico de seres humanos e a imigração ilegal, que resultou na sinalização de cerca de 1.800 vítimas e na deteção de 12.992 imigrantes em situação irregular em todo o mundo.

Segundo o comunicado da PJ, a ação decorreu no âmbito da Operação Liberterra III, coordenada pela Interpol, e realizou-se entre 10 e 21 de novembro de 2025, envolvendo autoridades policiais de 119 países.

Durante este período foram detidos 3.744 suspeitos de tráfico de pessoas, numa operação que mobilizou mais de 14 mil elementos policiais a nível global. As forças de segurança realizaram vigilâncias em pontos considerados críticos, rusgas direcionadas e um reforço significativo dos controlos fronteiriços, o que permitiu lançar mais de 720 novas investigações, muitas das quais continuam em curso.

Em Portugal, a PJ esteve envolvida através da Unidade Nacional Contraterrorismo, tendo desenvolvido várias ações no âmbito do crime de auxílio à imigração ilegal. “No decurso da operação foram realizadas diversas ações policiais relacionadas com inquéritos em curso nesta Polícia”, refere a Judiciária.

Os resultados da operação em território nacional incluem a fiscalização de 50 moradas e a identificação de 120 pessoas. A PJ destaca uma intervenção na zona de Sobral de Monte Agraço, onde “foram visadas três casas ligadas à exploração sexual, tendo sido identificadas 30 pessoas”.

A Judiciária sublinha que esta operação se insere num esforço internacional concertado para combater redes criminosas transnacionais que exploram migrantes e vítimas de tráfico humano, aproveitando-se da sua vulnerabilidade.

A nível global, a Interpol considera que a operação permitiu reforçar a cooperação entre países e melhorar a capacidade de deteção precoce de situações de exploração, num fenómeno que continua a representar um dos maiores desafios à segurança e aos direitos humanos.