PJ interceta correio de droga no Aeroporto do Porto com três quilos de cocaína escondidos em mala vinda do Brasil

Um cidadão estrangeiro, de 55 anos, foi detido pela Polícia Judiciária no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, depois de desembarcar de um voo proveniente do Brasil com cerca de três quilos de cocaína escondidos numa mala de porão. O suspeito, identificado como alegado "correio de droga", será agora presente a primeiro interrogatório judicial
PJ interceta correio de droga no Aeroporto do Porto com três quilos de cocaína escondidos em mala vinda do Brasil

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em flagrante delito, um cidadão estrangeiro de 55 anos por suspeitas de tráfico internacional de droga, depois de ter sido intercetado no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, na posse de cerca de três quilos de cocaína ocultados na estrutura de uma mala de porão.

O suspeito foi detido na tarde de quarta-feira, no âmbito de uma operação conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, com a colaboração da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), após o passageiro ter sido sinalizado pelo Ponto Único de Contacto para Cooperação Policial Internacional.

O suspeito acabara de chegar a Portugal num voo proveniente do Brasil quando foi sujeito a uma inspeção à bagagem. Durante a ação, os inspetores detetaram uma alteração na estrutura de uma das malas de porão, onde se encontrava um compartimento dissimulado.

No interior desse compartimento foram encontrados cerca de três quilos de cocaína, que, segundo a investigação, seriam destinados à introdução da droga em território nacional.

Investigação aponta para transporte internacional de droga

De acordo com a Polícia Judiciária, o homem atuava como alegado "correio de droga", expressão utilizada para designar indivíduos recrutados para transportar estupefacientes entre diferentes países, normalmente ocultando-os na bagagem ou no próprio corpo.

A operação insere-se no combate ao tráfico internacional de estupefacientes através das fronteiras aéreas nacionais, uma das prioridades das autoridades portuguesas no âmbito da cooperação policial internacional.

O detido será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, onde serão avaliados os indícios recolhidos e determinadas as medidas de coação consideradas adequadas ao caso.

A investigação prossegue sob coordenação da Polícia Judiciária, que procura apurar a eventual ligação do suspeito a redes internacionais de tráfico de droga e identificar outros intervenientes envolvidos na operação criminosa.