A Polícia Judiciária (PJ) deteve três jovens, com idades entre os 18 e os 21 anos, suspeitos de envolvimento num homicídio consumado e numa tentativa de homicídio, crimes que estarão relacionados com uma cadeia de alegadas retaliações na sequência de desacatos ocorridos, em 2025, numa esplanada da praia de Carcavelos.
Segundo a PJ, os três suspeitos foram detidos em momentos distintos, no âmbito de uma investigação conduzida pela Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo.
A origem dos acontecimentos remonta a 29 de junho de 2025, quando um jovem de 21 anos terá disparado sobre duas pessoas numa esplanada da praia de Carcavelos.
O incidente ocorreu após uma discussão com funcionários do estabelecimento e envolveu também outras pessoas que acompanhavam o suspeito.
O jovem acabou por ser detido no início de julho de 2025 e ficou inicialmente em prisão preventiva. Em julho deste ano, foi condenado a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa na execução, pelos crimes de tentativa de homicídio e detenção de arma proibida.
Testemunha baleada na Amadora
De acordo com a Polícia Judiciária, os acontecimentos registados em Carcavelos estiveram na origem de outros dois episódios ocorridos no concelho da Amadora, alegadamente motivados por retaliação.
No dia 4 de abril deste ano, uma testemunha do caso ocorrido na praia de Carcavelos foi atingida por um disparo na região abdominal, tendo necessitado de tratamento hospitalar.
O suspeito deste crime foi detido na terça-feira e ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial.
Pai da testemunha morreu após ser atingido a tiro
Poucas semanas depois, a 21 de maio, o pai da testemunha, de 43 anos, foi atingido por três disparos de arma de fogo.
A vítima acabou por morrer numa unidade hospitalar, devido à gravidade dos ferimentos.
O alegado autor do homicídio foi detido a 25 de agosto e ficou igualmente em prisão preventiva.
Os três jovens agora detidos são “conhecidos uns dos outros”, segundo a Polícia Judiciária.
A investigação permitiu recolher, ao longo dos últimos meses, “elementos probatórios determinantes” para a identificação dos suspeitos e para a realização das detenções.
O processo continua sob investigação da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, que procura esclarecer todas as circunstâncias e eventuais ligações entre os crimes.