PJ confirma: Pedro Ferraz dos Reis suicidou-se em Moçambique

Inicialmente investigada como homicídio, a tese foi rapidamente alterada para suicídio pelas autoridades moçambicanas, algo que familiares e amigos consideraram incoerente. No entanto, foi agora confirmada pelas autoridades.
PJ confirma: Pedro Ferraz dos Reis suicidou-se em Moçambique

A Polícia Judiciária e o Serviço de Investigação Criminal de Moçambique (Sernic) avançaram com a confirmação de que o administrador português do banco BCI, Pedro Ferraz dos Reis, que foi encontrado morto num hotel em Moçambique, tirou a própria vida.

Em conferência de imprensa em Maputo, as autoridades portugueses e moçambicanas em cooperação explicaram que a análise de todas as provas levou à conclusão de "causa de morte suicida". "As conclusões conjuntas alcançadas pelo Sernic, o Instituto de Medicina Legal de Moçambique, a PJ portuguesa e o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, apontando, ao dia de hoje, de forma fundamentada, para a causa de morte suicida, refletem e resultam de um esforço técnico e científico rigoroso assente na análise exaustiva de prova permitindo o esclarecimento de factos e contribuindo para a realização da justiça", explicou o inspetor chefe Santos Martins, da Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, citado pelo jornal Observador.

Recorde-se que a morte do banqueiro Pedro Ferraz dos Reis está a ser investigada desde o dia 20 de janeiro. Inicialmente investigada como homicídio, a tese foi rapidamente alterada para suicídio pelas autoridades moçambicanas, algo que familiares e amigos consideraram incoerente, levando à criação de uma petição online para questionar os resultados da investigação local. O percurso que o banqueiro fez naquele dia até à hora da sua morte foi também considerado "descabida e inimaginável".

Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique, Pedro Ferraz dos Reis teria cometido suicídio numa casa de banho de um hotel de luxo, recorrendo a facas e à ingestão de veneno para ratos.

O corpo foi enviado esta semana para Portugal, para realizar uma nova autópsia, uma vez que o porta-voz da instituição, Hilário Lole, referiu que existiam indícios que sugeriam que o suicídio “pode ter sido provocado”, justificando a necessidade de novos exames para esclarecer o caso.