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A Polícia Judiciária, que durante largos dias não respondeu a perguntas sobre as relações entre a instituição e a Construbarcelos, quebrou esta semana o silêncio e prestou esclarecimentos que trazem alguma luz sobre o que se passou na contratação da empresa de João Santos Carvalho para as empreitadas de remodelação da Judiciária em Évora, as quais nunca foram publicadas no Portal Base, sob a justificação de que estavam em causa «especiais medidas de segurança». Agora, a PJ vem dizer a este jornal que a Construbarcelos assinou pelo menos dois contratos com Carvalho que não foram sujeitos a concurso público. Realizaram-se sob a figura legal da «contratação excluída» e parte do financiamento veio do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Trata-se do projeto Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central - PJ, com dinheiros da «bazuca» europeia: 4,11 milhões. Mas quem seleccionou a Construbarcelos para o programa da PJ financiado pelo PRR continua a ser um mistério. Terá sido o director financeiro da PJ ou diretor nacional da PJ? Ou ambos? «A decisão de contratar e os demais atos procedimentais são praticados pelos órgãos competentes da Polícia Judiciária, nos termos da lei e das regras de competência», responde a instituição. O SOL pediu para saber qual a data dos contratos de Évora. Mais uma vez, por «especiais medidas de segurança», a PJ não quer partilhar sequer a data da assinatura dos documentos.