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A Polícia Judiciária participou numa operação internacional de combate à propaganda terrorista online que resultou na identificação de mais de 14 mil publicações associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, organização oficialmente classificada como terrorista pelo Conselho da União Europeia em fevereiro deste ano.
A ação decorreu entre 13 de fevereiro e 28 de abril e foi coordenada pela unidade da Europol dedicada à sinalização de conteúdos extremistas na internet.
Segundo a PJ, a operação teve como principal objetivo localizar e limitar conteúdos de propaganda, recrutamento e angariação de fundos difundidos através de redes sociais, plataformas de streaming, blogs e páginas independentes.
Conta com mais de 150 mil seguidores foi restringida
Entre os resultados da operação destaca-se a restrição, no espaço europeu, da conta principal da organização na plataforma X, identificada como @Sepah_Media, que acumulava mais de 150 mil seguidores.
As autoridades europeias identificaram conteúdos publicados em várias línguas, incluindo persa, inglês, francês, espanhol, árabe e bahasa indonésia.
De acordo com a Polícia Judiciária, o material divulgado incluía discursos de cariz religioso e político, vídeos produzidos com recurso a Inteligência Artificial e mensagens de glorificação da organização e do seu líder religioso, além de apelos à vingança.
Portugal sinalizou dezenas de conteúdos
Em território nacional, a intervenção foi assegurada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, que identificou e reportou 33 ligações relacionadas com atividade atribuída ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
A maioria dos conteúdos estava alojada no TikTok, com 24 ligações sinalizadas, seguindo-se o Pinterest, com nove referências reportadas.
A PJ sublinha que esta operação reforça o posicionamento de Portugal no combate ao terrorismo digital e integra a estratégia coordenada da União Europeia para limitar a disseminação de propaganda extremista online.