Relacionados
A Polícia Judiciária (PJ) participou numa operação internacional que permitiu desmantelar um serviço utilizado para esconder o rasto de ataques informáticos associados a esquemas de ransomware.
A PJ revelou esta quinte-feira que em causa está o serviço “First VPN”, promovido “em fóruns de cibercrime russófonos” e considerado pelas autoridades europeias como uma ferramenta central para a atividade de grupos criminosos ligados à extorsão digital.
Segundo a PJ, o serviço foi, “durante anos a fio, uma peça fundamental em quase todas as grandes investigações de cibercrimes apoiadas pela Europol”.
A operação, denominada “Saffron”, decorreu nos dias 19 e 20 de maio e foi liderada pelas autoridades de França e dos Países Baixos, contando com a participação de 16 países e o apoio da Europol e da Eurojust.
A ação permitiu a neutralização da infraestrutura do “First VPN”, a detenção na Ucrânia do alegado administrador da rede e o desmantelamento de 31 servidores utilizados para apoiar atividades criminosas.
As autoridades apreenderam ainda “83 pacotes de informações disseminados internacionalmente” e identificaram centenas de utilizadores associados ao serviço.
Em comunicado, a PJ refere que colaborou na identificação de “utilizadores que operavam sob falso anonimato”, com ligações a território nacional, bem como de “comunicações criptografadas usadas pelos suspeitos para comunicar com o serviço ‘First VPN’”.
O ransomware é um dos tipos de cibercrime mais lucrativos e consiste no bloqueio ou encriptação de dados informáticos, sendo posteriormente exigido um resgate financeiro às vítimas para recuperar o acesso aos sistemas ou ficheiros.
As autoridades europeias consideram que operações conjuntas como a “Saffron” são essenciais para desmantelar as infraestruturas digitais que suportam redes internacionais de cibercrime e dificultar a atuação de grupos especializados em ataques informáticos.