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A Proteção Civil dispôs de «sucessivas janelas operacionais» para evitar o descontrolo do incêndio mais extenso da História de Portugal. Deflagrou em Piódão, no dia 13 de agosto, e queimou 654 quilómetros quadrados durante dez dias, uma área superior à dos concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais e Sintra, todos somados. Problema: nos primeiros «dois dias» houve condições para evitar a catástrofe. «A recuperação noturna da humidade dos combustíveis mortos, a redução da altura da camada limite atmosférica e a diminuição da intensidade do vento originaram sucessivas janelas operacionais cuja ocorrência e duração eram previsíveis, com várias horas de antecedência», garante a CTI. A informação meteorológica foi disponibilizada a tempo. Os registos do SIRESP provam «uma presença significativa de meios», mas estes «permaneceram predominantemente concentrados junto das infraestruturas rodoviárias e dos aglomerados populacionais». Não atuaram nas frentes de fogo. Os peritos não apresentam culpados pela omissão. Os planos operacionais são genéricos. Não permitem fazer a prova do crime.