quinta-feira, 16 abr. 2026

PGR alerta para nova burla: falsas dívidas às Finanças por WhatsApp e email

A Procuradoria-Geral da República está a alertar para uma nova burla que usa mensagens falsas em nome da Autoridade Tributária para exigir pagamentos urgentes
PGR alerta para nova burla: falsas dívidas às Finanças por WhatsApp e email

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um alerta sobre uma nova burla informática que recorre ao envio massivo de mensagens via WhatsApp e correio eletrónico, simulando dívidas à Autoridade Tributária (AT).

Segundo a PGR, trata-se de uma campanha criminosa que tem vindo a ser detetada desde o final de março, com o objetivo de convencer as vítimas de que têm pagamentos em atraso às Finanças.

Como funciona o esquema

As mensagens são enviadas de forma indiscriminada para milhares de pessoas, muitas vezes com números ocultos ou através de cartões pré-pagos.

O conteúdo inclui um link que encaminha a vítima para uma página fraudulenta, onde é possível “consultar” a alegada dívida. A mensagem alerta ainda para consequências como penhoras, incentivando um pagamento urgente.

Ao aceder ao site, a vítima é levada a introduzir dados pessoais, como o número de contribuinte e código de acesso. Depois, surge uma falsa dívida com instruções de pagamento, geralmente através de Multibanco ou homebanking.

Elementos como “Expira hoje”, “Pagar agora” ou “Evite apreensão” são usados para pressionar decisões rápidas e pouco refletidas.

Esquema mais sofisticado

A Procuradoria-Geral da República sublinha que este método é mais sofisticado e agressivo do que fraudes anteriores, que já envolveram falsas dívidas a entidades como a EDP, Segurança Social ou o SNS.

Foi identificada uma página fraudulenta alojada em servidores internacionais, com recurso a serviços que ocultam a identidade dos responsáveis, dificultando a sua identificação.

Como se proteger

As autoridades recomendam:

  • Desconfiar de mensagens que exigem pagamentos urgentes

  • Não clicar em links suspeitos

  • Nunca inserir dados pessoais ou bancários em páginas desconhecidas

  • Confirmar sempre junto da Autoridade Tributária qualquer alegada dívida

Em caso de dúvida, a Procuradoria-Geral da República aconselha a denunciar a situação às autoridades.