quarta-feira, 15 abr. 2026

Paralisação na função pública regista adesão elevada e afeta escolas e serviços

Educação e saúde entre os setores mais afetados numa paralisação que abrange toda a administração pública.
Paralisação na função pública regista adesão elevada e afeta escolas e serviços

A greve na função pública está a registar uma adesão a rondar os 80% em Portugal continental, com impacto significativo sobretudo nos setores da educação e da saúde, segundo a Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública.

De acordo com o presidente da estrutura, a adesão no setor da educação atinge cerca de 90%, levando ao encerramento da maioria das escolas. As que se mantêm abertas durante a manhã poderão encerrar ao longo do dia devido à falta de trabalhadores.

Na área da saúde, a participação situa-se próxima dos 80%, afetando o funcionamento de hospitais e de várias unidades locais de saúde.

A paralisação, convocada pela Fesinap, começou à meia-noite e prolonga-se até às 23h59 desta segunda-feira, abrangendo a administração central, regional e local.

A federação indica que ainda está a recolher dados relativos a outros serviços, nomeadamente o Instituto dos Registos e do Notariado, a Direção-Geral da Administração da Justiça, a Agência para a Integração Migrações e Asilo e o Instituto da Segurança Social.

Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, a adesão é descrita como expressiva, embora ainda não existam números consolidados.

Entre os principais motivos da greve estão os atrasos na avaliação de desempenho dos trabalhadores da Administração Pública, a criação da carreira de técnico auxiliar de ação educativa e o reforço das contratações no setor da saúde.

A estrutura sindical defende a revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública, considerando o atual modelo injusto e apelando à eliminação de quotas.

A revisão deste sistema está prevista no acordo plurianual para a valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado entre o Governo e outras estruturas sindicais, com negociações previstas para o segundo semestre do ano.

A federação pretende ainda ser recebida pelo Governo para apresentar propostas e integrar os processos negociais em curso.