terça-feira, 21 jul. 2026

Onze universidades portuguesas entre as melhores do mundo

Portugal entra no ranking global com 11 instituições, lideradas pela Universidade de Lisboa. China aproxima-se das potências tradicionais do ensino superior.
Onze universidades portuguesas entre as melhores do mundo

O ensino superior português voltou a marcar presença entre as melhores universidades do mundo. O novo QS World University Rankings inclui 11 instituições nacionais entre as 1504 classificadas, num ranking que revela também a aproximação da China às grandes potências académicas.

A Universidade de Lisboa mantém-se como a universidade portuguesa mais bem posicionada, ocupando o 237.º lugar. Logo depois surge a Universidade do Porto, na 255.ª posição.

As universidades portuguesas mais bem classificadas

A presença nacional no ranking distribui-se da seguinte forma:

  • Universidade de Lisboa: 237.º lugar

  • Universidade do Porto: 255.º lugar

  • Universidade Nova de Lisboa: 337.º lugar

  • Universidade de Coimbra: 342.º lugar

  • Universidade de Aveiro: 425.º lugar

  • Universidade do Minho: 572.º lugar

  • Universidade Católica Portuguesa: entre 791.º e 800.º lugar

  • ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa: entre 851.º e 900.º lugar

  • Universidade da Beira Interior: entre 901.º e 950.º lugar

  • Universidade do Algarve: entre 1001.º e 1200.º lugar

  • Universidade de Évora: entre 1201.º e 1400.º lugar

A Universidade de Coimbra foi a única instituição portuguesa a melhorar a sua posição, subindo cinco lugares e alcançando o melhor resultado de sempre. A Universidade da Beira Interior e a Universidade de Évora passaram também a integrar a lista.

China ganha terreno às universidades ocidentais

O ranking deste ano mostra uma mudança no equilíbrio global do ensino superior. A China continental passou a ter 85 universidades classificadas entre as melhores do mundo, mais 13 do que no ano anterior.

O crescimento resulta do forte investimento público feito por Pequim na investigação científica, tecnologia e áreas estratégicas.

Os Estados Unidos continuam a liderar em número de instituições presentes na lista, com 184 universidades, enquanto o Reino Unido surge com 93.

Apesar disso, várias universidades norte-americanas e britânicas perderam posições. Segundo os dados do ranking, 65% das instituições dos Estados Unidos desceram na classificação, enquanto cerca de 40% das universidades britânicas registaram uma queda.

Em sentido contrário, 61% das universidades chinesas melhoraram a sua posição.

Top mundial continua dominado pelos EUA e Reino Unido

Apesar da aproximação chinesa, o topo da tabela continua nas mãos das universidades anglo-saxónicas.

As dez primeiras posições incluem instituições como:

  1. Massachusetts Institute of Technology (MIT)

  2. Imperial College London

  3. Stanford University

  4. University of Oxford

  5. Harvard University

A responsável máxima da QS, Jessica Turner, alertou que a liderança internacional exige capacidade de adaptação.

“O domínio não deve ser confundido com permanência”, afirmou, defendendo que a manutenção da vantagem depende da atração de talento, inovação e abertura internacional.

Disputa pelo talento científico aumenta

O relatório destaca que a competição entre países passa cada vez mais pela capacidade de formar investigadores e produzir conhecimento.

A redução da entrada de estudantes internacionais em alguns países, sobretudo nos Estados Unidos, é apontada como um fator que pode alterar o equilíbrio no ensino superior mundial.

“Durante décadas, os Estados Unidos foram o destino por defeito dos estudantes e investigadores mais talentosos do mundo. Os dados mostram que essa vantagem está a tornar-se mais disputada”, afirmou Jessica Turner.

A evolução das universidades chinesas acompanha a crescente aposta do país em investigação, patentes e publicações científicas, sobretudo em áreas como engenharia, saúde e tecnologia.

Portugal mantém assim uma presença consolidada entre as melhores instituições mundiais, embora longe do grupo de elite que continua a ser dominado pelas universidades norte-americanas e britânicas.