quarta-feira, 22 jul. 2026

Onda de calor: o guia para proteger os mais vulneráveis (incluindo os seus animais de estimação)

Em dias de calor extremo, prevenir continua a ser a melhor forma de proteger.
Onda de calor: o guia para proteger os mais vulneráveis (incluindo os seus animais de estimação)

A onda de calor que está a atingir a Europa exige cuidados redobrados de toda a população. Ainda assim, em todos os avisos meteorológicos há um alerta que se repete: a proteção dos grupos mais vulneráveis. Afinal, quem são essas pessoas e como podemos ajudá-las a enfrentar as temperaturas extremas? 

O que significa grupos vulneráveis?

Em situações de temperaturas extremas, sejam ondas de calor ou vagas de frio, os grupos mais vulneráveis são idosos, crianças, mulheres grávidas e pessoas com doenças crónicas.

Estes indivíduos são os que, à partida, têm maior dificuldade em regular a sua temperatura corporal e correm maior risco de desidratação e agravamento de problemas de saúde. A estes, junta-se um outro grupo que, embora não apareça nestes avisos, deve também ser protegido: os animais de estimação. 

Comecemos pelas pessoas

Hidratação é a palavra de ordem. Ingerir líquidos frescos, para não só hidratar, mas também combater a temperatura corporal já por si elevada, é uma das dicas mais importantes para fazer face à onda de calor. 

Mesmo sem sede, deve fazê-lo: quando chega essa sensação, pode já estar num nível de desidratação difícil de combater.

Embora o sol indique verão e crie uma tentação de aproveitar o dia, a onda de calor pode ser demasiado perigosa para isso. Principalmente os grupos vulneráveis, devem manter-se em locais climatizados e, caso a habitação não tenha as condições adequadas, procure abrigos das autarquias, criado para fazer face a esta época extraordinária.

A escolha da roupa também faz diferença. Opte por peças leves, largas e de cores claras, que ajudam a refletir a radiação solar e facilitam a dissipação do calor. Já a roupa escura tende a absorver mais calor, contribuindo para uma maior sensação de desconforto.

Os animais de estimação também precisam de ser cuidados

Eles são quem não sabe o que se está a passar e o porquê de se sentirem tão desconfortáveis. Embora gostem muito de passear e esse momento constitua uma parte essencial da sua rotina, o calor que se faz sentir não é benéfico também para os seus amigos de quatro patas.

Há várias técnicas que aliviam o calor que eles sentem, geralmente relacionadas com snacks ou banhos gelados. Pode, por exemplo, congelar alimentos que sabe que o seu animal pode comer e dar-lhe: serve de entretenimento, mas também de alívio sensorial. Além disso, molhá-los, seja num banho fresco ou numa piscina, pode ser uma ótima técnica para eles não sentirem o calor imediato enquanto estão na rua. 

Em relação aos passeios, deve ter em consideração que eles não usam meias ou sapatos que protejam as almofadas das suas patas do calor que vem do chão e alcatrão.

Uma ótima técnica para perceber se é a altura ideal para passear o seu animal é testar por si: coloque a mão no chão/alcatrão e, caso não aguente mais do que 5 segundos sem começar a sentir um sobreaquecimento na pele, então volte para trás. O seu animal não deve passear nesse chão, sobretudo por risco de queimar as patas.

A melhor opção será fazer passeios no início da manhã e ao final do dia e levar sempre água para controlar a hidratação durante a caminhada.

O calor extremo exige mais do que cuidados individuais: exige atenção aos outros. Proteger os mais vulneráveis, sejam familiares, vizinhos ou animais de estimação, é uma responsabilidade partilhada que pode evitar situações graves e salvar vidas. Em dias de calor extremo, prevenir continua a ser a melhor forma de proteger.