sexta-feira, 07 ago. 2026

Sem óculos gratuitos para o eclipse? Estes são os cuidados essenciais para ver o eclipse em segurança

Os óculos gratuitos para o eclipse solar de 12 de agosto voltaram a esgotar. Ainda assim, há cuidados essenciais que deve seguir para observar o fenómeno em segurança e evitar danos na visão ou nos equipamentos eletrónicos.

A poucos dias do eclipse solar de 12 de agosto, a Ciência Viva volta a alertar para a importância de observar o fenómeno em segurança. A elevada procura pelos óculos certificados levou ao rápido esgotamento das reservas gratuitas, mas quem pretende acompanhar o eclipse ainda pode adquirir proteção adequada em vários pontos de venda.

O aviso surge numa altura em que milhares de pessoas se preparam para assistir a um dos fenómenos astronómicos mais marcantes das últimas décadas em Portugal.

Olhar diretamente para o Sol pode causar danos permanentes

A Ciência Viva lembra que observar o eclipse sem óculos certificados pode provocar lesões irreversíveis na retina.

Entre os principais riscos estão:

  • Queimaduras na retina.

  • Alterações temporárias da visão.

  • Perda permanente da capacidade visual.

O maior perigo é que estes danos acontecem sem provocar dor imediata, levando muitas pessoas a não se aperceberem de que a visão está a ser afetada.

Também não deve usar o telemóvel ou a câmara sem proteção

Outro dos alertas deixados pela Ciência Viva prende-se com a utilização de telemóveis, máquinas fotográficas ou câmaras de vídeo para captar imagens do eclipse.

Sem filtros solares próprios, a exposição direta ao Sol pode danificar os sensores destes equipamentos, que não foram concebidos para suportar este tipo de luminosidade.

Como saber se os óculos são seguros?

Quem ainda não tem óculos para observar o eclipse deve verificar se o produto apresenta:

  • Norma ISO 12312-2.

  • Marcação CE.

  • Referência ao Regulamento (UE) 2016/425.

Os óculos certificados podem ser encontrados em farmácias, supermercados e algumas lojas online, normalmente por cerca de três euros.

Mais informações sobre o eclipse e as recomendações de segurança podem ser consultadas na página dedicada da Ciência Viva e na plataforma Clube da Visão, onde foram disponibilizadas as reservas gratuitas entretanto esgotadas.

Onde será visível o eclipse?

Segundo a Ciência Viva, o eclipse será total apenas numa estreita faixa do Parque Natural de Montesinho, nas proximidades de Bragança.

No restante território continental será observado como eclipse parcial, com uma ocultação do Sol entre 92% e 99%. Nos Açores e na Madeira, o obscurecimento deverá variar entre 74% e 77%.

O eclipse de 2026 assume um significado especial para Portugal. O último eclipse total observado no país ocorreu em 1912 e o próximo apenas está previsto para 2144, tornando este um acontecimento raro para várias gerações.