O ex‑dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, foi condenado, esta quinta-feira, pelo Tribunal de Cascais a um ano e três meses de prisão pelo crime de recurso à prostituição infantil, avançou o jornal Expresso.
O tribunal considerou que Nuno Pardal Ribeiro praticou dois crimes de recurso à prostituição infantil, sendo um consumado e o outro na forma tentada. Apesar da condenação, a pena foi suspensa, ou seja, não será cumprida efetivamente em prisão, desde que o arguido cumpra determinadas condições. Uma delas é o pagamento de uma indemnização de 1.200 euros.
A suspensão da pena baseou‑se, de acordo com a decisão judicial, de que não ficou provado que Nuno Pardal Ribeiro soubesse que a vítima tinha apenas 15 anos à data dos factos que originaram a acusação.
Recorde-se que o caso remonta a acusações levantadas em 2025 que levaram à demissão de Nuno Pardal Ribeiro de funções no Chega, nomeadamente de vice‑presidente da distrital de Lisboa e de deputado municipal. Na altura, o próprio negou parcialmente algumas das acusações, afirmando que nem todos os factos descritos correspondiam à sua versão dos acontecimentos.