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O ministro da Defesa Nacional anunciou esta sexta-feira que a Força Aérea está, pela primeira vez, envolvida no dispositivo de combate aos incêndios rurais com helicópteros, destacando o reforço da articulação entre os ministérios da Defesa, da Administração Interna e da Agricultura para aumentar a eficácia da resposta.
"Os militares estarão presentes nas operações de prevenção, rescaldo, mas também de combate com meios aéreos", afirmou Nuno Melo, garantindo que as Forças Armadas estão a reforçar os meios de prevenção, deteção e combate aos fogos.
Helicópteros da Força Aérea já estão operacionais
O governante explicou que foi criada uma nova estratégia operacional a partir da Base Aérea de Monte Real, em Leiria, permitindo uma resposta mais rápida às ignições.
Segundo Nuno Melo, aeronaves P-3 Orion e C-295 asseguram a deteção precoce dos incêndios, possibilitando o acionamento imediato dos helicópteros da Força Aérea.
"Dessa forma é possível empenhar imediatamente os helicópteros para o combate sem que tenham de percorrer toda a grande teia burocrática", afirmou, citado pela agência Lusa.
O ministro salientou que essa rapidez pode fazer a diferença entre extinguir um foco de incêndio na fase inicial ou enfrentar um incêndio de grandes dimensões.
Questionado sobre a operacionalidade dos meios, respondeu que os helicópteros já se encontram em funcionamento.
Milhares de militares envolvidos na prevenção
Além dos meios aéreos, Nuno Melo destacou o contributo do Exército e da Marinha para o dispositivo de prevenção.
Segundo explicou, foram celebrados dezenas de protocolos com autarquias para reforçar a vigilância do território, envolvendo a arma de Engenharia, patrulhas militares e fuzileiros.
"São milhares de efetivos", sublinhou o ministro.
Canadair chegam em 2029 e 2030
O responsável pela Defesa revelou também que está em curso a aquisição de novos equipamentos para reforçar a capacidade nacional de combate aos incêndios.
Entre as medidas previstas está a compra de kits de combate a incêndios para instalação em aeronaves C-130, que deverão entrar em operação em 2027 e permitir o lançamento de água e de calda retardante.
Nuno Melo confirmou ainda a aquisição de dois aviões bombardeiros pesados Canadair, atualmente em produção no Canadá.
O primeiro deverá ser entregue em 2029, seguindo-se um segundo aparelho em 2030.
Ministro apela à prevenção
Apesar do reforço dos meios do Estado, o ministro deixou um apelo à população para adotar comportamentos responsáveis durante o período de maior risco de incêndio.
"Têm que limpar os seus terrenos, têm que estar atentos ao que está a acontecer, não devem fazer queimadas nem acender fogos, porque o Estado só por si não vai dar resposta", alertou.
Portugal encontra-se em situação de alerta devido ao elevado risco de incêndio rural provocado pelas temperaturas extremas, vento forte e baixa humidade, condições que têm colocado forte pressão sobre os meios de combate em várias regiões do país.