Depois de a tempestade Martinho, em março de 2025, ter provocado o colapso de várias espécies arbóreas protegidas, o Jardim da Tapada das Necessidades, em Lisboa, ficou este domingo sem mais uma árvore que caiu na rua do Borja, danificando viaturas estacionadas
As autoridades estão no local e não há registo de vítimas e a totalidade dos danos materiais ainda está por apurar.
Na altura, a queda de um pinheiro centenário provocou a queda de um muro da Tapada. O muro caiu em cima de quatro viaturas estacionadas na zona envolvente. Após uma intensa intervenção de limpeza e estabilização promovida pelas equipas municipais, o jardim acabou por reabrir ao público com condicionamentos parciais em caminhos mais afetados.
O impasse político na requalificação de 19 milhões
Apesar da reabertura, a prometida requalificação profunda da Quinta Real das Necessidades continua marcada por avanços e recuos políticos. O megaprojeto de reabilitação, avaliado em cerca de 19,26 milhões de euros e inicialmente financiado pelas receitas da taxa turística, sofreu uma forte reviravolta na governação da Câmara Municipal de Lisboa.
O executivo liderado por Carlos Moedas decidiu afastar a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) da execução do plano. O plano tinha sido aprovado no início de 2025. A autarquia avançou com uma proposta para revogar a transferência de verbas para a ATL, decidindo que o próprio município irá assumir diretamente as obras de reabilitação do jardim histórico. A justificação prende-se com a necessidade de alinhar o projeto com uma promoção global do espaço que extravasa as competências turísticas.