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A Direção-Geral da Saúde publicou uma nova norma que estabelece como deve ser feito o diagnóstico e o tratamento da hipertensão arterial em adultos. O objetivo é melhorar o controlo da doença e reduzir o risco de problemas cardiovasculares.
Segundo o documento, “o rastreio e diagnóstico [devem ser feitos] através da medição da pressão arterial em contexto clínico, complementada por auto-medição domiciliária ou monitorização ambulatória, bem como a classificação da pressão arterial e identificação de emergências”.
A nova orientação inclui várias etapas na avaliação e acompanhamento dos doentes, entre as quais:
medição da pressão arterial em consulta;
possibilidade de auto-medição em casa ou monitorização ambulatória;
avaliação do risco cardiovascular global;
pesquisa de eventuais lesões em órgãos como coração, rins ou cérebro;
identificação de possíveis causas secundárias de hipertensão.
O tratamento recomendado pode incluir mudanças no estilo de vida, medicação e acompanhamento clínico regular.
Quando deve medir a tensão
A norma da Direção-Geral da Saúde recomenda que a pressão arterial seja avaliada regularmente:
até aos 40 anos: pelo menos de três em três anos;
a partir dos 40 anos: avaliação anual.
A autoridade de saúde defende ainda uma abordagem com vários profissionais de saúde, sublinhando que “esta estratégia permite uma visão mais abrangente e controlo mais efetivo” da hipertensão.
Uma doença muito comum em Portugal
De acordo com dados do portal SNS 24:
cerca de 42,6% dos adultos em Portugal têm hipertensão;
menos de metade dos doentes estão medicados;
apenas 11,2% têm a doença controlada.
A tensão arterial elevada pode afetar vários órgãos do corpo e provocar sintomas como:
dores de cabeça;
tonturas;
zumbidos;
aumento dos batimentos cardíacos;
dor no peito;
falta de ar.