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A plataforma digital Navegante passou a disponibilizar informação integrada em tempo real sobre diferentes operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), permitindo aos passageiros acompanhar a localização dos veículos e consultar previsões de chegada atualizadas para melhor planear as suas deslocações.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) considera esta nova funcionalidade um passo importante para a construção de um sistema de mobilidade mais integrado e centrado nas necessidades dos utilizadores.
Segundo a TML, a informação em tempo real já está disponível para os serviços da Carris Metropolitana, Carris, MobiCascais, CP, Fertagus, Transtejo/Soflusa, Metropolitano de Lisboa e Transportes Coletivos do Barreiro (TCB), estando prevista a integração gradual de novos operadores.
Informação em tempo real para simplificar as viagens
A nova funcionalidade permite consultar linhas, percursos, horários, paragens e alertas operacionais através de um mapa interativo que mostra a localização dos veículos em circulação e o respetivo percurso ao longo da rede.
De acordo com a TML, a solução resulta de um amplo trabalho de integração tecnológica e operacional entre os vários operadores de transporte da região metropolitana.
Numa fase inicial, a plataforma processa mais de seis milhões de posições GPS por dia, agregando informação proveniente de autocarros, comboios, barcos e metro.
O objetivo passa por disponibilizar dados cada vez mais fiáveis sobre horários, localização dos veículos e estado do serviço, contribuindo para uma experiência mais previsível e eficiente para os passageiros.
Governo quer colocar o utilizador no centro da mobilidade
Durante a apresentação da plataforma, em Lisboa, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, classificou o projeto como um passo "absolutamente decisivo" na transformação da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, defendendo que a iniciativa deverá ser progressivamente alargada ao resto do país.
A governante sublinhou que os sistemas de transporte devem adaptar-se às necessidades dos utilizadores e não o contrário. "Se nós queremos pessoas no transporte público, somos nós que devemos e temos que ir ter com elas", afirmou, citada pela agência Lusa.
Cristina Pinto Dias defendeu ainda uma mobilidade integrada, sem barreiras entre operadores, modos de transporte, sistemas tarifários, bilhética ou informação ao passageiro. "Temos de trabalhar para garantir que o passageiro faz a sua viagem de forma contínua, fluida, simples e sem perder tempo", sustentou.
TML destaca construção de um sistema verdadeiramente metropolitano
O presidente do conselho de administração da TML, Carlos Humberto, considerou que a nova funcionalidade representa mais um passo na melhoria da experiência de quem vive, trabalha ou visita a região de Lisboa.
Segundo o responsável, a integração da operação em tempo real de múltiplas empresas de transporte não constituiu apenas um desafio tecnológico, mas também uma etapa fundamental para a criação de um sistema de transportes mais coeso.
"Não foi apenas um desafio tecnológico, foi um passo importante para construir um sistema de transportes único e verdadeiramente metropolitano", afirmou.
A solução foi concebida e desenvolvida internamente pela TML e assenta numa infraestrutura pública independente de fornecedores tecnológicos externos.
De acordo com a entidade, esta opção garante autonomia na gestão e evolução da plataforma, reforçando a soberania tecnológica da mobilidade metropolitana e criando condições para futuras expansões a outras regiões do país.
Planeador de viagens será a próxima etapa
A próxima fase do projeto passa pelo desenvolvimento de um planeador de viagens integrado, que permitirá aos utilizadores encontrar as melhores opções para chegar ao destino pretendido.
A funcionalidade irá combinar diferentes meios de transporte e apresentar percursos alternativos, facilitando ainda mais a utilização da rede pública.
A Área Metropolitana de Lisboa integra 18 municípios — Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira — servindo mais de 2,8 milhões de habitantes.