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O número de crianças nascidas em Portugal aumentou 3,7% em 2025, totalizando 87.764 nados-vivos, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com as estatísticas vitais divulgadas, cerca de um terço dos bebés nasceu de mães estrangeiras, num retrato que reflete a crescente diversidade demográfica do país.
Apesar da subida dos nascimentos, o saldo natural — diferença entre nascimentos e óbitos — voltou a agravar-se. Em 2025, registaram-se 121.817 mortes, mais 2,9% do que no ano anterior, resultando num saldo natural negativo de -34.053.
Ainda assim, a região da Grande Lisboa destacou-se pela positiva, mantendo pelo terceiro ano consecutivo um saldo natural positivo, com mais 414 nascimentos do que óbitos.
No que diz respeito à mortalidade infantil, registaram-se melhorias. O número de óbitos de crianças com menos de um ano desceu para 246 (menos oito do que em 2024), o que contribuiu para uma redução da taxa de mortalidade infantil para 2,8 por mil nados-vivos, face aos 3,0 registados no ano anterior.
Quanto à idade das mães, a maioria dos nascimentos ocorreu entre os 20 e os 34 anos (66,2%), enquanto 32,1% dizem respeito a mães com 35 ou mais anos e apenas 1,8% a mães com menos de 20 anos.
O INE destaca uma tendência de longo prazo: entre 2016 e 2025, diminuiu a proporção de nascimentos em mães com menos de 20 anos, ao mesmo tempo que aumentou ligeiramente a percentagem de mães com mais de 35 anos.
No mesmo período, foram celebrados 37.714 casamentos em Portugal, mais 1.081 do que em 2024. Destes, 36.651 ocorreram entre pessoas de sexo oposto e 1.063 entre pessoas do mesmo sexo.
Os dados confirmam uma evolução demográfica marcada por um ligeiro aumento da natalidade, mas também pelo envelhecimento da população e pela persistência de um saldo natural negativo.