Mulher morre após espera de mais de uma hora por socorro do INEM em Palmela

Caso junta-se a várias denúncias de atrasos no socorro. Sindicato alerta para ambulâncias avariadas e falta de viaturas de substituição.
Mulher morre após espera de mais de uma hora por socorro do INEM em Palmela

Uma mulher morreu esta sexta-feira em Palmela, no distrito de Setúbal, depois de ter aguardado mais de uma hora pela chegada de meios de emergência médica do INEM, num caso que volta a expor dificuldades operacionais no sistema de socorro pré-hospitalar.

De acordo com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), a ocorrência foi classificada como prioridade máxima. A chamada para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) terá sido efetuada às 14h45, mas a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) só chegou ao local às 15h52.

Os critérios definidos pelo próprio INEM indicam que, nestas situações, a resposta deverá ser imediata.

O caso surge num contexto de várias denúncias recentes de atrasos no socorro e de indisponibilidade de meios operacionais. O presidente do STEPH, Rui Lázaro, afirma que têm sido registadas múltiplas ocorrências com ambulâncias imobilizadas devido a avarias, sem capacidade imediata de substituição.

Segundo o dirigente sindical, existem atualmente dezenas de viaturas em oficina, o que está a pressionar a capacidade de resposta do sistema. Refere ainda que várias delegações não estarão a dispor de meios de reserva suficientes para assegurar substituições em tempo útil.

Na quarta-feira, uma das ambulâncias do INEM em Setúbal ficou temporariamente fora de serviço devido a uma avaria, tendo sido acionada uma viatura de substituição de outra localidade, que também acabou por apresentar problemas mecânicos.

Esta sexta-feira, no Seixal, registou-se igualmente uma situação em que uma ambulância de emergência terá ficado inoperacional durante mais de uma hora.

O sindicato aponta ainda outros episódios recentes classificados como prioritários, incluindo situações em Santo António da Charneca e na Quinta do Anjo, onde o tempo de resposta terá sido superior ao recomendado.

A agência Lusa contactou o INEM, aguardando ainda esclarecimentos sobre a situação da frota e a capacidade de resposta operacional.