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A relação remonta a 2023. A mulher, uma ex-acompanhante de luxo, trabalhava agora numa empresa de catering até que, numa ida ao mecânico, descobriu que o seu ex-companheiro seguia todos os seus passos através de um GPS colocado no seu veículo.
O arguido já tinha dado sinais de que seguia a mulher: de acordo com o Jornal de Notícias, o homem terá, em pelo menos duas ocasiões, enviado mensagens à ex-mulher em que dava a entender que sabia exatamente onde ela estava. No entanto, a mulher nunca desconfiou de que o dispositivo estivesse no seu automóvel.
O arguido foi entretanto detido e condenado a dois anos e meio de prisão de pena suspensa por violência doméstica, sendo ainda conhecido que já se tinha demonstrado agressivo em ocasiões anteriores. Embora tenha recorido da decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, os juízes deram como provado que o arguido terá colocado o aparelho no interior da viatura, algo que foi mais tarde confessado pelo próprio réu.
Apesar da confissão, alegou que o controlo via GPS "só por si não integra o tipo legal de crime de violência doméstica". Os juízes voltaram a rejeitar o argumento, afirmando que este não foi um "ato isolado", considerando que colocar o dispositivo no carro da mulher funcionou como "instrumento de controlo, limitação da liberdade e intimidação".
Posteriormente ficou provado que o arguido agrediu fisicamente a mulher noutras situações ainda enquanto eram um casal.