quinta-feira, 10 set. 2026

Mulher de 55 anos fica em prisão preventiva após tentar abusar de homem e roubar idosa de 95 anos em Évora

A arguida é suspeita de ter tentado obrigar um homem de 68 anos a manter relações sexuais em troco de dinheiro e de ter usado força física para roubar objetos de uma idosa. O Ministério Público relaciona ainda a mulher com outro furto ocorrido em março
Mulher de 55 anos fica em prisão preventiva após tentar abusar de homem e roubar idosa de 95 anos em Évora

Uma mulher de 55 anos ficou em prisão preventiva em Évora, depois de ter sido detida por suspeitas de coação sexual e roubo agravado contra duas pessoas, de 68 e 95 anos, respetivamente.

A informação, a que a Lusa teve acesso, foi divulgada pelo Ministério Público da Comarca de Évora que indica que os factos ocorreram no passado dia 14 de agosto, no interior da residência onde as duas vítimas viviam.

Segundo o Ministério Público, a arguida terá tentado obrigar o homem, de 68 anos, a manter relações sexuais com ela em troca de dinheiro. A tentativa não terá sido concretizada.

No mesmo episódio, a mulher é suspeita de ter usado força física contra a vítima de 95 anos para lhe retirar objetos de metal precioso que esta usava. Os bens tinham um valor superior a 102 euros.

Suspeita de outro furto em março

A investigação conduzida pelas autoridades relaciona ainda a mulher com um segundo episódio ocorrido meses antes.

Segundo o Ministério Público, a arguida está fortemente indiciada pela prática de um crime de furto qualificado, alegadamente cometido a 11 de março deste ano.

Nesse caso, a suspeita terá entrado numa habitação depois de provocar um arrombamento e retirado vários objetos que se encontravam no interior. O valor dos bens ultrapassaria os 700 euros.

Detenção aconteceu durante o fim de semana

Depois de recolhidos elementos considerados relevantes para a investigação, a mulher foi detida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), durante o passado fim de semana.

A detenção ocorreu através de mandados emitidos fora de flagrante delito e foi realizada em articulação com o Ministério Público.

Segundo a Procuradoria, a intervenção das autoridades foi considerada urgente devido ao “forte perigo de continuação de atividade criminosa”.

Mulher tem antecedentes criminais

O Ministério Público refere ainda que a arguida possui vários antecedentes criminais relacionados com crimes contra o património.

A mulher já terá cumprido várias penas de prisão efetiva e, neste processo, é-lhe imputada uma situação de reincidência.

Prisão preventiva após interrogatório

Na sequência do interrogatório, o tribunal determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

A decisão teve em conta, segundo o Ministério Público, a existência de perigo de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa.