segunda-feira, 09 mar. 2026

Mulher de 29 anos morre em Azeitão após esperar quase uma hora por socorro

Alerta foi dado às 10h12, mas viatura médica só chegou depois das 11h00. INEM garante que Daniela já estava morta quando a equipa diferenciada entrou em cena.
Mulher de 29 anos morre em Azeitão após esperar quase uma hora por socorro

Uma mulher morreu no passado sábado, na Aldeia da Piedade, em Azeitão, depois de ter sido encontrada pelos pais em paragem cardiorrespiratória. O alerta para o 112 foi dado às 10h12. A ajuda diferenciada só chegaria perto das 11h00. Daniela tinha 29 anos.

O caso foi avançado pelo Correio da Manhã e levanta novas questões sobre tempos de resposta e articulação de meios no socorro pré-hospitalar.

Segundo o relato, Daniela Soraia, que sofria de vários problemas de saúde, incluindo hipertensão, diabetes e insuficiência renal, foi encontrada pela família já inconsciente. Os bombeiros de Setúbal terão sido acionados três minutos após o primeiro alerta e, de acordo com fonte oficial, às 10h38 já estariam junto da vítima.

Apesar das manobras de reanimação com recurso a desfibrilhador, não foi possível reverter a situação.

VMER estava noutra ocorrência

Também foi acionada uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Setúbal. No entanto, encontrava-se ocupada noutra ocorrência e apenas chegou a Azeitão depois das 11h00.

Na região existem ainda outras duas VMER, uma no Hospital do Barreiro e outra no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Ainda segundo a notícia do Correio da Manhã, estas hipóteses não terão sido consideradas por se encontrarem a uma distância considerada excessiva para um cenário de paragem cardiorrespiratória.

INEM diz que vítima já estava sem vida

Fonte oficial do INEM assegura que, quando a equipa médica chegou ao local, a jovem já apresentava sinais compatíveis com morte, descritos como cianose e ausência de temperatura corporal adequada.

O óbito foi declarado no local.

Tempos de resposta voltam ao centro do debate

O caso reacende o debate sobre os tempos de resposta do socorro pré-hospitalar, sobretudo em situações críticas como paragens cardiorrespiratórias, em que cada minuto é determinante.

Para quem liga para o 112, a expectativa é simples: ajuda imediata. A realidade operacional, contudo, depende da disponibilidade de meios, da distância e da avaliação feita no momento pelo centro de orientação de doentes urgentes.

Este episódio, agora tornado público, volta a colocar sob escrutínio a gestão de recursos e a capacidade de resposta em situações limite.

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