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Uma mulher morreu no passado sábado, na Aldeia da Piedade, em Azeitão, depois de ter sido encontrada pelos pais em paragem cardiorrespiratória. O alerta para o 112 foi dado às 10h12. A ajuda diferenciada só chegaria perto das 11h00. Daniela tinha 29 anos.
O caso foi avançado pelo Correio da Manhã e levanta novas questões sobre tempos de resposta e articulação de meios no socorro pré-hospitalar.
Segundo o relato, Daniela Soraia, que sofria de vários problemas de saúde, incluindo hipertensão, diabetes e insuficiência renal, foi encontrada pela família já inconsciente. Os bombeiros de Setúbal terão sido acionados três minutos após o primeiro alerta e, de acordo com fonte oficial, às 10h38 já estariam junto da vítima.
Apesar das manobras de reanimação com recurso a desfibrilhador, não foi possível reverter a situação.
VMER estava noutra ocorrência
Também foi acionada uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Setúbal. No entanto, encontrava-se ocupada noutra ocorrência e apenas chegou a Azeitão depois das 11h00.
Na região existem ainda outras duas VMER, uma no Hospital do Barreiro e outra no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Ainda segundo a notícia do Correio da Manhã, estas hipóteses não terão sido consideradas por se encontrarem a uma distância considerada excessiva para um cenário de paragem cardiorrespiratória.
INEM diz que vítima já estava sem vida
Fonte oficial do INEM assegura que, quando a equipa médica chegou ao local, a jovem já apresentava sinais compatíveis com morte, descritos como cianose e ausência de temperatura corporal adequada.
O óbito foi declarado no local.
Tempos de resposta voltam ao centro do debate
O caso reacende o debate sobre os tempos de resposta do socorro pré-hospitalar, sobretudo em situações críticas como paragens cardiorrespiratórias, em que cada minuto é determinante.
Para quem liga para o 112, a expectativa é simples: ajuda imediata. A realidade operacional, contudo, depende da disponibilidade de meios, da distância e da avaliação feita no momento pelo centro de orientação de doentes urgentes.
Este episódio, agora tornado público, volta a colocar sob escrutínio a gestão de recursos e a capacidade de resposta em situações limite.