quarta-feira, 15 abr. 2026

Mulher acusada de esquema de entrada de menores angolanos em Portugal

Mulher detida por envolvimento em esquema de falsificação de documentos e imigração ilegal, incluindo a entrada de menores angolanos em Portugal através de documentos falsos, com acusação de 16 crimes relacionados
Mulher acusada de esquema de entrada de menores angolanos em Portugal

Uma mulher foi acusada de crimes de falsificação de documentos e de auxílio à imigração ilegal por esquema que incluía a entrada em Portugal de menores vindos de Angola com documentos falsos. A mulher foi detida em março de 2025 e encontra-se ainda em prisão preventiva.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou esta segunda-feira que o Ministério Público avançou com uma acusação por 16 crimes de auxílio à imigração ilegal, 13 crimes de falsificação ou contrafação de documento e de quatro crimes de falsificação de documento na modalidade de uso de documento de identificação ou viagem alheio.

Segundo o MP, a mulher integrou “uma estrutura organizada, desenvolvida para preparação de viagens, obtenção, elaboração e utilização de documentação forjada, e acompanhamento de cidadãos angolanos para Portugal" entre maio de 2024 e março de 2025.

O objetivo do esquema descoberto pelas autoridades portuguesas era retirar pessoas de Angola, garantindo a sua entrada no Espaço Schengen através de Portugal. Para isso eram utilizadas identidades de pessoas luso-angolanas, assim como títulos de viagem provisórios emitidos pelos serviços consulares de Portugal em Luanda de outras pessoas que não as que iam viajar.

De acordo com a agência Lusa, o MP argumenta que a arguida acompanhava todas as viagens de Angola para Lisboa e recebia entre 6 mil e 8 mil euros por cada serviço, "valor que não incluía as despesas com as viagens aéreas", que ficavam a cargo dos clientes.