Dois militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) que exerciam funções no Posto Territorial de Esposende foram acusados pelo Ministério Público (MP) de se terem apropriado de milhares de euros provenientes de contraordenações rodoviárias e outras multas aplicadas durante ações de fiscalização.
Segundo a acusação publicada, esta terça-feira, na página da Procuradoria-Geral Regional do Porto, os arguidos, um homem e uma mulher, terão ficado com um total de 7.440 euros que deveriam ter sido entregues ao Estado, recorrendo alegadamente a diferentes esquemas relacionados com a cobrança de coimas em numerário a diversos condutores.
"Em vez de registarem as infrações no sistema oficial (SCoT) e entregarem os valores na sua totalidade na secretaria do posto, os militares ficavam com o dinheiro para proveito próprio", pode ler-se na nota, citada pelo Jornal de Notícias.
Os factos enquadram-se no crime de peculato, sendo imputada à arguida 14 crimes e outros 14 de abuso de poder. Já ao homem são imputados 27 crimes de peculato e 27 crimes de abuso de poder.
Na sequência da investigação, os dois militares foram alvo de medidas disciplinares e judiciais. O MP determinou a suspensão preventiva de funções.