O brigadeiro-general Pedro Miguel Rodrigues dos Santos morreu aos 53 anos, confirmou a Força Aérea Portuguesa. A notícia motivou uma reação imediata do Marcelo Rebelo de Sousa, que lamentou a “morte prematura e inesperada” do oficial.
Numa nota divulgada pela Presidência da República, o chefe de Estado, também Comandante Supremo das Forças Armadas, apresentou “sentidos pêsames” à família, amigos e à Força Aérea.
Nascido a 5 de fevereiro de 1973, Pedro Santos licenciou-se na Academia da Força Aérea em Engenharia Eletrotécnica, ramo de aviónica, em 1998. Ao longo da carreira esteve ligado à modernização da frota de caças F-16 Fighting Falcon, integrando o Grupo de Trabalho F-16MLU e acompanhando, nos Estados Unidos, na Lockheed Martin, o processo de atualização técnica das aeronaves.
Desempenhou funções técnicas e de gestão no programa de modernização dos F-16, foi responsável pela sustentação da frota entre 2013 e 2016 e ocupou vários cargos de direção na área da manutenção e engenharia.
Nos últimos anos, assumiu responsabilidades no Comando da Logística, tendo tomado posse como diretor interino da Direção de Engenharia e Programas em 2024.
A morte do oficial representa uma perda relevante para a estrutura da Força Aérea, onde construiu grande parte da sua carreira ligada à engenharia e aos sistemas de armas.