quarta-feira, 09 set. 2026

Mordido por serpente em Abrantes: antídoto só foi administrado mais de 12 horas depois

O tratamento administrado ao doente é reservado a situações de “envenenamento moderado ou grave”.
Mordido por serpente em Abrantes: antídoto só foi administrado mais de 12 horas depois

Um homem foi assistido no Hospital de Abrantes na sequência de uma mordida de serpente na zona da Pucariça, em Abrantes. 

Segundo o jornal local O Mirante, o homem chegou ao serviço de urgência por volta das 16h00 de sexta-feira. No entanto, o tratamento com soro antiofídico apenas lhe foi administrado na madrugada do dia seguinte, por volta das 04h30. Neste intervalo, o doente teve alta, foi para casa e apenas regressou ao hospital por indicação do Centro de Informação Antivenenos.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo esclareceu que o “antídoto” não é administrado de forma automática após uma mordida. O procedimento depende da “evolução dos sintomas, dos resultados das avaliações clínicas e da articulação com o Centro de Informação Antivenenos”.

O tratamento administrado ao doente é reservado a situações de “envenenamento moderado ou grave”. Isto porque as reações adversas podem ser agressivas e exigem vigilância médica.

A resposta da ULS Médio Tejo dá conta ainda de que, devido à raridade com que tratamentos antiveneno são utilizados, estes estão concentrados nos hospitais centrais. A sua necessidade em unidades de saúde deve ser articulada entre unidades hospitalares.