Um homem foi assistido no Hospital de Abrantes na sequência de uma mordida de serpente na zona da Pucariça, em Abrantes.
Segundo o jornal local O Mirante, o homem chegou ao serviço de urgência por volta das 16h00 de sexta-feira. No entanto, o tratamento com soro antiofídico apenas lhe foi administrado na madrugada do dia seguinte, por volta das 04h30. Neste intervalo, o doente teve alta, foi para casa e apenas regressou ao hospital por indicação do Centro de Informação Antivenenos.
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo esclareceu que o “antídoto” não é administrado de forma automática após uma mordida. O procedimento depende da “evolução dos sintomas, dos resultados das avaliações clínicas e da articulação com o Centro de Informação Antivenenos”.
O tratamento administrado ao doente é reservado a situações de “envenenamento moderado ou grave”. Isto porque as reações adversas podem ser agressivas e exigem vigilância médica.
A resposta da ULS Médio Tejo dá conta ainda de que, devido à raridade com que tratamentos antiveneno são utilizados, estes estão concentrados nos hospitais centrais. A sua necessidade em unidades de saúde deve ser articulada entre unidades hospitalares.