quinta-feira, 11 jun. 2026

Moradas fictícias e testemunhas falsas. PJ detém suspeitos de esquema de imigração ilegal com 800 atestados de residência

A investigação da Polícia Judiciária aponta para uma rede que alegadamente usava moradas fictícias e falsas testemunhas para ajudar cidadãos estrangeiros a obter títulos de residência em Portugal.
Moradas fictícias e testemunhas falsas. PJ detém suspeitos de esquema de imigração ilegal com 800 atestados de residência

A Polícia Judiciária deteve dois homens suspeitos de integrarem um esquema de imigração ilegal que terá permitido a emissão fraudulenta de cerca de 800 atestados de residência, utilizados em processos de regularização de cidadãos estrangeiros em Portugal.

Segundo comunicado da PJ, os suspeitos terão criado “uma estrutura organizada, estável e concertada” destinada à obtenção fraudulenta de cerca de 800 atestados de residência.

De acordo com a investigação, os documentos eram emitidos “mediante a indicação de moradas, onde os cidadãos estrangeiros não residiam efetivamente”, recorrendo ainda “à intervenção de testemunhas que atestavam falsamente tais factos perante a entidade autárquica competente”.

O objetivo passava pela “obtenção ou regularização de títulos de residência em Portugal”.

A PJ refere ainda que os suspeitos cobravam “quantias monetárias entre os 130 e os 200 euros” pelo alegado serviço, aproveitando-se “da vulnerabilidade de cidadãos estrangeiros que pretendiam regularizar-se em Portugal”.

Os investigadores apontam também para “uma atuação com divisão de tarefas, disponibilização de moradas, angariação de interessados, recrutamento de intervenientes e obtenção de proventos económicos ilícitos”.

Durante a operação foram executados dois mandados de detenção e sete buscas nas zonas de Loures e Odivelas, tendo sido recolhidos “elementos probatórios considerados relevantes para o prosseguimento da investigação”.

Os detidos serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial. O inquérito é dirigido pelo DIAP de Loures.