sexta-feira, 13 mar. 2026

Montenegro exige “melhores resultados” no combate aos fogos com reforço do DECIR 2026

O Primeiro-Ministro pediu resultados concretos no combate aos incêndios rurais, reforçando o DECIR 2026 e eliminando burocracias para uma resposta mais ágil e eficaz
Montenegro exige “melhores resultados” no combate aos fogos com reforço do DECIR 2026

O primeiro-ministro avisou esta segunda-feira que o reforço de meios do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026 tem de traduzir-se em melhores resultados no terreno.

“Se temos muito mais viaturas, máquinas de rasto, mais equipas e disponibilidade, não nos podemos conformar com o mesmo resultado ou resultados piores. Queremos melhores resultados. Os investimentos têm de ter esse retorno”, afirmou , Luis Montenegro durante a apresentação do dispositivo em Ponte da Barca.

“A palavra de ordem é resolver”

Numa cerimónia que contou com membros do Governo das áreas da Defesa, Ambiente e Agricultura e Mar, Montenegro deixou uma orientação clara às estruturas operacionais: perante dúvidas, a decisão deve ser agir.

“Se algum dia, numa determinada operação, houver dúvidas de que falta uma ordem qualquer, a ordem que nós queremos dar é para andarem para a frente. Deixem-se de burocracias e tecnocracias porque o povo não merece estar à espera de uma resposta só porque falta interpretar uma vírgula ou um parágrafo numa determinada regra”, declarou.

O chefe do executivo sublinhou que “o interesse público está sempre à frente” e que “não basta exibir números, é preciso exibir resultados”, tendo escolhido Ponte da Barca por ter sido um dos concelhos mais afetados pelos incêndios em 2025.

15.149 operacionais e 81 meios aéreos no período crítico

De acordo com a Diretiva Operacional Nacional que estabelece o DECIR 2026, o dispositivo contará, no período de maior empenhamento — entre 1 de julho e 30 de setembro (‘nível Delta’) — com:

  • 15.149 operacionais

  • 2.596 equipas

  • 3.463 viaturas

  • 81 meios aéreos

Trata-se de um ligeiro reforço face a 2025, com mais 121 elementos e mais dois helicópteros da Força Aérea.

Regime para remover material lenhoso até 1 de junho

Na mesma cerimónia, o ministro da Administração Interna, Luis Neves, anunciou que está para promulgação um regime temporário destinado às áreas integradas de gestão da paisagem nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade.

O diploma prevê o corte, remoção e transporte de material lenhoso derrubado por tempestades até 1 de junho, com intervenção direta do Instituto da Conservacao da Natureza e das Florestas (ICNF) quando os proprietários não atuem.

Segundo o ministro, existem “milhares de hectares com material lenhoso derrubado”, que, se não for rapidamente removido, poderá transformar-se em combustível e aumentar o risco de incêndio.

O Governo defende que a antecipação e a execução eficaz destas medidas são essenciais para reduzir o impacto da próxima época crítica de fogos rurais