quinta-feira, 11 jun. 2026

Montenegro apela à colaboração de todos para prevenir incêndios rurais este verão

O primeiro-ministro apelou à mobilização de toda a sociedade na prevenção dos incêndios rurais e garantiu o maior dispositivo de combate de sempre. Governo alerta para vias florestais obstruídas e excesso de combustível nas matas
Montenegro apela à colaboração de todos para prevenir incêndios rurais este verão

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou esta quinta-feira à colaboração de toda a sociedade na prevenção dos incêndios rurais, defendendo um esforço conjunto entre Estado, autarquias, proprietários e cidadãos para reduzir o risco durante o período crítico do verão.

“Este esforço é um esforço de todos: Estado, administração pública, as autarquias locais estão a dar o seu contributo máximo com sentido de responsabilidade, solidariedade e cooperação. Mas este trabalho só será verdadeiramente eficiente se tiver a colaboração de todos”, afirmou.

O chefe do Governo falava após uma visita ao Comando Integrado de Prevenção e Operações, em Leiria, onde participou numa reunião dedicada ao dispositivo de prevenção e combate aos incêndios rurais.

Na reunião estiveram presentes vários membros do Governo, entre eles o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, o ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, e a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Sem responder a perguntas dos jornalistas, Luís Montenegro insistiu na necessidade de acelerar os trabalhos de limpeza florestal antes da chegada do verão.

“Ainda há muitas vias florestais obstruídas e muito material combustível nas florestas”, alertou, citado pela agência Lusa.

Segundo o primeiro-ministro, o Governo está a mobilizar milhares de operacionais e dezenas de entidades num programa financiado pelo Fundo Ambiental em cerca de 40 milhões de euros.

O objetivo passa por reforçar a prevenção numa altura em que o país se aproxima do período de maior risco de incêndios.

Luís Montenegro recordou ainda que 2025 foi marcado por condições meteorológicas severas e vários incêndios de grande dimensão.

“Tivemos muitas ignições, tivemos uma boa resposta no combate inicial, superior a 90%, mas a parte que não conseguimos suster na primeira intervenção acabou por provocar incêndios de grandes dimensões”, afirmou.

O primeiro-ministro garantiu que o executivo pretende continuar a apostar tanto na prevenção como na capacidade de resposta operacional.

“Nesta fase, o esforço das pessoas, dos proprietários e das autoridades públicas e autárquicas é decisivo para diminuirmos o risco”, sublinhou.

O chefe do Governo destacou também o novo modelo de coordenação entre diferentes áreas governativas e operacionais, considerando que permite uma resposta mais eficaz aos incêndios rurais.

“Este modelo é um modelo que estamos a implementar este ano, mas que queremos que seja um modelo para o futuro”, afirmou.

Segundo dados do Ministério da Administração Interna, a chamada fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais arranca na próxima segunda-feira com 13.335 operacionais, 2.969 veículos, 2.265 equipas e 78 meios aéreos.

Na atual fase Bravo estão mobilizados 11.955 operacionais, 2.599 veículos, 1.413 equipas e 37 meios aéreos.