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A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, comentou esta quarta-feira o caso da recusa de uma grávida no Hospital de Faro enquanto esta estava em trabalho de parto por "não ter ligado para o SNS primeiro".
"Houve de certeza um mal entendido, mas esse mal entendido não se pode voltar a verificar", justificou, assegurando que as unidades de saúde recebem "instruções claras" do Governo".
"Quando essas condições são dadas, quando as instruções são claras, aí temos um problema", sublinha Ana Paula Martins, citada pelo
"Mas há uma coisa que eu posso dizer já de forma muito clara para todos os portugueses e portuguesas que nos ouvem: a legislação que foi produzida, que faz a reorganização do processo de urgência no caso da gravidez e da obstetrícia, não permite que uma cidadã, uma grávida que esteja em trabalho de parto, possa não ser admitida numa urgência. Isso não é possível", sublinhou a ministra da Saúde, citada pela SIC Notícias.
Ana Paula Martins sublinha que nenhuma grávida "pode ser recusada ou obrigada a telefonar para o 112". "A linha de saúde SNS 24 deve ser sempre, naturalmente, contactada. Mas há situações em que, por diversas razões, ela não consegue ser contactada e quando a mulher chega à unidade de urgência numa situação, neste caso, pelos vistos, do pouco que sei, uma situação de emergência, a portaria é muito clara nesse sentido e diz que, em determinadas situações, independentemente de ter recorrido ou não ao SNS 24, a senhora tem de ser recebida na unidade".
Embora reitere que o Governo sabe "pouco" sobre a situação, informa que o Hospital de Faro deverá emitir um relatório sobre o que aconteceu "nas próximas horas".
Recorde-se que na passada sexta-feira, uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas e já em trabalho de parto, foi rejeitada no Hospital de Faro por não ter contactado a linha do SNS 24 antes de se dirigir às urgências. Só após ter contactado o 112 - à porta daquele hospital - foi avaliada pela equipa do INEM.
Teve ainda de fazer uma viagem de 70 quilómetros dentro da ambulância, para ser atendida no hospital de Portimão, uma vez que o bloco de partos do hospital de Faro estava encerrado.