Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), de 29 anos, morreu na noite de sexta-feira na sequência de um atropelamento no IC2, na zona de Redondas, freguesia de Turquel, concelho de Alcobaça.
O acidente ocorreu cerca das 23h20, ao quilómetro 88 da via, quando o militar, afeto ao Destacamento de Trânsito de Leiria e natural de Fafe, regulava a circulação rodoviária junto de um camião que se tinha incendiado pouco antes. Na altura do atropelamento, o fogo já se encontrava extinto.
Condutor fugiu, regressou ao local e foi detido
Segundo fonte da GNR, o veículo que atropelou o militar não parou de imediato, tendo o condutor abandonado o local após o embate.
No entanto, regressou posteriormente e apresentou-se às autoridades, acabando por ser detido.
Os testes realizados revelaram que o homem conduzia com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro, valor que configura um crime previsto na legislação portuguesa e punível com pena de prisão.
As circunstâncias do atropelamento estão a ser investigadas pelas autoridades competentes.
Ministro lamenta morte de militar "em cumprimento do dever"
O ministro da Administração Interna lamentou a morte do militar, destacando que perdeu a vida enquanto desempenhava funções de serviço.
Em comunicado, o Ministério da Administração Interna afirmou que "nenhuma vida deve ser perdida por indiferença, negligência ou irresponsabilidade", sublinhando que todos os cidadãos têm o dever de respeitar as ordens das forças de segurança e adotar comportamentos responsáveis na estrada.
O Governo manifestou ainda solidariedade e apresentou condolências à família da vítima, aos amigos, à Guarda Nacional Republicana e, em particular, aos militares do Destacamento de Trânsito de Leiria.
Acidente ocorreu durante operação após incêndio de camião
O atropelamento aconteceu no âmbito de uma operação de regularização do trânsito desencadeada depois de um incêndio num veículo pesado de mercadorias.
Apesar de o incêndio já estar extinto, o militar permanecia na via a assegurar a circulação em segurança quando foi colhido pelo automóvel.
O caso volta a colocar em evidência os riscos enfrentados diariamente pelos elementos das forças de segurança durante operações em estradas de elevado tráfego, reforçando os apelos ao cumprimento das regras de circulação e à redução da velocidade nas zonas sinalizadas.