Um militar da GNR efetuou esta sexta-feira disparos para o ar com a arma de serviço nas instalações do Centro de Formação de Portalegre. O episódio não provocou feridos nem danos materiais e o militar acabou encaminhado para internamento compulsivo numa unidade hospitalar em Lisboa.
A informação foi confirmada pela GNR à agência Lusa, que explicou que a ocorrência aconteceu "durante a manhã" e envolveu um militar que se encontrava em serviço interno naquele centro de formação.
Segundo a força de segurança, no momento dos disparos, o militar "aparentava instabilidade do foro psicológico".
Situação foi rapidamente controlada pela GNR
Nas informações enviadas à Lusa, a GNR indicou que, após os disparos, o militar foi "de imediato acompanhado" pelos serviços clínicos da guarda, tendo a situação sido "prontamente controlada".
Uma fonte policial ouvida pela Lusa revelou que o militar foi posteriormente "encaminhado para internamento compulsivo, numa unidade hospitalar em Lisboa".
A GNR não divulgou mais detalhes sobre as circunstâncias que levaram ao comportamento do militar, mas garantiu que a situação não colocou em risco outras pessoas presentes nas instalações.
Ocorrência comunicada às autoridades competentes
A força de segurança esclareceu que o caso foi comunicado às entidades responsáveis pela investigação.
Sem confirmar se o comandante-geral da GNR, Luís Neves, estava presente no momento dos acontecimentos, a GNR afirmou apenas que a ocorrência "foi de imediato" comunicada à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público.
O incidente ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Administração Interna esteve em Portalegre para a cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR.
A cerimónia decorreu, contudo, no Estádio Municipal de Portalegre, numa zona diferente da cidade e distante do Centro de Formação da Guarda, onde aconteceram os disparos.