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Milhares de pessoas vão percorrer o centro de Lisboa no próximo sábado, 21 de março, na edição de 2026 da Marcha Pela Vida, iniciativa que defende a dignidade humana desde a conceção até à morte natural. Em Lisboa, a concentração está marcada para as 15h00 no Largo do Carmo e o percurso termina junto à Assembleia da República, no Palácio de São Bento.
A Marcha Pela Vida, que este ano conta com o apoio do Papa Leão XIV, de Fernando Santos e de um conjunto alargado de personalidades de diferentes quadrantes políticos, culturais e religiosos, atravessa o Chiado, o Bairro Alto e o Príncipe Real.
Com 27 anos de história, a Marcha Pela Vida "é hoje a principal expressão pública regular do movimento pró-vida em Portugal", diz a organização. O evento tem caráter apartidário e aconfessional.
A edição de 2026 conta com um leque alargado de apoiantes. Da política, Rita Matias (deputada, Chega) e Paulo Núncio e João Pinho de Almeida (deputados, CDS-PP). Da academia e vida pública, António Bagão Félix (ex-Ministro das Finanças e ex-Conselheiro de Estado), os professores universitários de Direito Paulo Otero e Jorge Bacelar Gouveia, e o cardiologista Victor Gil.
O evento conta ainda com o apoio conjunto de D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, e de Timóteo Cavaco, Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa.
Entre os apoiantes figuram ainda Fernando Santos, ex-selecionador Nacional de futebol, os empresários Miguel Milhão e Bernardo Castro, e as influenciadoras Rute Sousa e Andreia Viegas.
"Vivemos numa cultura que, perante uma gravidez difícil, coloca a mãe contra o filho. Nós recusamos esse falso dilema e chamamos ao abandono pelo seu nome. A Marcha Pela Vida existe para construir a alternativa: uma cultura de amor incondicional que salva os bebés e apoia as mães, que cuida dos idosos em vez de os abandonar, que responde ao sofrimento com presença não com a morte. Nenhuma vida é um fardo. Nenhuma mãe devia estar sozinha", diz Nuno Marques Afonso, Coordenador Geral da Marcha Pela Vida.
"A Marcha intervém em duas frentes. Quanto ao aborto, defende o apoio real às mulheres em crise e dá visibilidade às redes que oferecem alternativas concretas — porque a resposta ao drama de uma gravidez difícil não pode ser apenas o fim de uma vida. Quanto à eutanásia, exige acesso universal a cuidados paliativos de excelência, partindo do princípio de que ninguém em Portugal deveria chegar ao ponto de querer morrer por falta de cuidados ou solidão", lê-se na nota enviada às redações.
Pontos de partida:
Aveiro: 14h30 - Largo do Mercado Manuel Firmino
Beja: 14h30 - Portas de Mértola (em frente ao Luís da Rocha)
Braga: 15h00 - Avenida Central - Arcada
Bragança: 15h00 - Praça Cavaleiro Ferreira (junto à taça)
Coimbra: 14h30 - Largo da Portagem
Faro: 15h00 - Rotunda Liceu João de Deus
Guarda: 15h00 - Alameda de Santo André
Lamego: 15h00 - Em frente ao Teatro Ribeiro Conceição
Lisboa: 15h00 - Praça Luís de Camões
Porto: 15h00 - Terreiro da Sé
Setúbal: 15h00 - Praça do Brasil
Viseu: 14h30 - Campo Viriato